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Socialistas não conseguem formar governo e Espanha já pensa em novas eleições

O líder do Partido Socialistas espanhol Pedro Sanchez.
O líder do Partido Socialistas espanhol Pedro Sanchez. REUTERS/Juan Medina

A Espanha voltou à estaca zero nesta sexta-feira (4) após o fracasso de uma tentativa de formar um governo liderado pelo socialista Pedro Sanchez com apoio dos centristas. Os partidos têm a partir de agora mais dois meses para evitar novas eleições.

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A aliança dos socialistas com os centristas reuniu 131 votos “sim” contra 219 “não”. Assim como haviam feito na última quarta-feira, o partido de esquerda radical Podemos e os conservadores do Partido Popular (PP) votaram juntos: contra dar o poder a Sanchez, um professor de economia de 44 anos que lidera o Partido Socialista desde 2014.

Esta é a primeira vez que um candidato designado pelo rei para formar um governo não é escolhido desde que a Espanha se democratizou, após a morte de Francisco Franco, em 1975. Pouco antes da votação, Sanchez celebrou ter atingido pelo menos “seu primeiro objetivo: tirar a Espanha de um bloqueio”, com a sua tentativa de ser escolhido. Isso porque a simples tentativa já abre a contagem de dois meses para novas eleições.

Sanchez criticou o chefe do governo que está de saída, o conservador Mariano Rajoy, por ter se recusado ter a mesma atitude, de se apresentar à investidura de premiê, por medo de fracasso, mesmo o PP tendo vencido as eleições legislativas com 28,7% dos votos.

Sem maioria

A Câmara dos Deputados está fragmentada, sem maioria clara. O PP conserva 123 assentos, o Partido Socialista, 90, Podemos e seus aliados têm 65 e o pequeno partido de centro-direita Ciudadanos, 40. Há ainda cerca de três dezenas de deputados de formações nacionalistas e independentistas catalãs e bascas.

Depois da votação, Sanchez acusou o dirigente do Podemos, Pablo Iglesias, de ter “traído os milhões de eleitores que haviam votado pela mudança”, contra a direita, que governava o país desde 2011.

O Podemos, que propôs aos socialistas de governar em coalisão, votou contra a investidura de Sanchez por causa do acordo do programa dos socialistas com o Ciudadanos, considerado excessivamente liberal na economia. “Olhar à esquerda para as políticas sociais e à direita para a política econômica não é possível”, criticou o líder do Podemos, que diz ainda estar “com a mão estendida” para um governo de coalisão de esquerda.
 

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