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Terrorismo

Homens-bomba de Bruxelas planejavam explodir duas usinas nucleares

O rei Philippe e a rainha Mathilde, da Bélgica, conversam com agente de segurança após os atentados no centro de Bruxelas.
O rei Philippe e a rainha Mathilde, da Bélgica, conversam com agente de segurança após os atentados no centro de Bruxelas. REUTERS/Eric Herchaft/Pool

Quarenta e oito horas após os atentados terroristas de terça-feira (22) em Bruxelas, a polícia belga continua as buscas pela identificação de autores dos ataques e seus cúmplices. No momento, a prioridade dos investigadores é encontrar o homem que aparece nas imagens, captadas pelas câmeras do aeroporto de Zaventem, usando uma jaqueta clara e um chapéu e empurrando um carrinho de malas.

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Segundo as últimas informações da Procuradoria belga, este “homem de chapéu” teria feito disparos antes da detonação das bombas de seus cúmplices, Ibrahim El Bakraoui e Najim Laachraoui. Antes de fugir, ele teria abandonado, no saguão do aeroporto, uma mala cheia de explosivos, detonados mais tarde pela polícia. Além deste homem, a polícia está a procura de um outro foragido que teria participado, ao lado de Khalid El Bakroui, no ataque à estação de metrô de Maelbeek, no centro de Bruxelas.

A identificação dos três kamikazes permitiu estabelecer uma conexão do grupo com os ataques de novembro em Paris, que foram preparados na capital belga. O DNA de Laachraoui foi encontrado nos coletes de explosivos utilizados pelos terroristas nos ataques a restaurantes e à casa de shows Bataclan, na capital francesa. Os investigadores franceses acreditam que Laachraoui era o especialista em explosivos que preparou as bombas utilizadas nos atentados da organização Estado Islâmico às duas capitais europeias.  

Homem-bomba do aeroporto de Bruxelas foi expulso da Turquia

Desde os atentados de Paris, em novembro passado, a Bélgica tem enfrentado fortes críticas, sobretudo vindas da França, sobre o suposto laxismo de sua legislação. O primeiro-ministro belga, Charles Michel, disse não aceitar as críticas feitas para “denegrir o trabalho dos serviços de segurança no país”.

Um dos homens-bomba dos ataques do aeroporto, Ibrahim El Bakraoui, foi detido pela Turquia no ano passado e expulso para a Bélgica, via Holanda. As autoridades belgas não teriam conseguido identificar seus laços com o terrorismo. Um dos alvos visados pelos irmãos El Bakraoui era nada menos do que duas usinas nucleares da Bélgica.

Ministros do Interior e da Justiça da UE se reúnem em Bruxelas

Na manhã desta quinta-feira (24), o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que “a Bélgica não precisa aprender lições de ninguém quando se trata do combate ao jihadismo”. Juncker disse exatamente a mesma frase utilizada pelo presidente turco, Recep Tayyp Erdogan, na semana passada, quando ele foi criticado pelos europeus por não conter o fluxo de migrantes para a Europa. Sabe-se que o grupo Estado Islâmico infiltrou dezenas de combatentes, e potenciais homens-bomba, entre os refugiados sírios que transitam pela Turquia antes de chegar às ilhas gregas. 

Ainda hoje, os ministros do Interior e Justiça do bloco se reúnem, em caráter extraordinário, em Bruxelas para discutir medidas para uma resposta coordenada à ameaça terrorista.

A Bélgica faz nesta quinta-feira, no seu terceiro e último dia de luto nacional, mais um minuto de silêncio em homenagem aos 31 mortos e 270 feridos nos ataques de Bruxelas. Fato raro, o rei belga vai ao Parlamento federal participar da cerimônia prevista às 14h pelo horário local, 10h em Brasília.

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