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Evasão fiscal

Panama Papers: Almodóvar cancela promoção do filme "Julieta"

"Julieta", o novo longa de Pedro Almodóvar estreia na sexta-feira (8) na Espanha.
"Julieta", o novo longa de Pedro Almodóvar estreia na sexta-feira (8) na Espanha. Divulgação

O cineasta espanhol Pedro Almodóvar não irá mais promover seu novo filme, "Julieta". O anúncio foi feito por sua produtora, El Deseo, em meio ao escândalo Panama Papers, em que o nome do diretor aparece citado entre o de outras personalidades.

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"Diante da prioridade de informação em temas alheios a 'Julieta', decidimos desconvocar o photocall e o junket previstos para quarta-feira em Madri", informou a produtora dos irmãos Pedro e Agustín Almodóvar em comunicado.

Logo depois, o irmão do cineasta tranquilizou os jornalistas no Twitter: "Atenção as pessoas preocupadas pela promoção de 'Julieta'. Cancelamos um photocall pela pressão que sofremos. Mantemos as entrevistas".

O escândalo veio à tona no domingo, quando um grupo de jornais internacionais divulgou mais de um ano de pesquisas sobre 11,5 milhões de documentos vazados do escritório panamenho de advogados Mossack Fonseca que revelariam a suposta evasão fiscal realizada por políticos, atletas, artistas e empresários.

Entre as personalidades citadas figuram amigos do presidente russo Vladimir Putin, o cunhado do chefe de Estado Xi Jinping, o jogador de futebol argentino Leo Messi e os irmãos Almodóvar.

Irmão de Almodóvar diz que cineasta cumpre todas as suas obrigações tributárias

Segundo o jornal online espanhol El Confidencial, que publicou parte dos documentos, os Almodóvar eram donos de uma empresa com sede nas Ilhas Virgens Britânicas em 1991, embora não esteja claro se a sociedade chegou a ter algum capital.

Agustín Almodóvar afirmou em comunicado: "Desde os primeiros momentos da criação de El Deseo, Pedro e eu repartimos as tarefas e obrigações de uma forma muito clara. Eu fiquei encarregado de todos os assuntos referentes à gestão da empresa, e ele se dedicou a todos os aspectos criativos".

Agustín reconheceu que a empresa foi criada "diante de uma possível expansão internacional" de sua produtora de cinema. "Deixamos a sociedade sem atividade morrer porque ela não se encaixava com a nossa forma de trabalhar", acrescentou.

"Lamento profundamente o dano à imagem pública de meu irmão, provocado única e exclusivamente por minha falta de experiência nos primeiros anos de caminhada da nossa empresa familiar", afirmou. E assegurou: "Tanto meu irmão Pedro como eu, assim como nossa produtora, nos encontramos em dia com todas as nossas obrigações tributárias".

A apresentação de "Julieta" estava prevista para esta quarta-feira (6), dois dias antes de sua estreia na Espanha, na sexta-feira (8). O filme, protagonizado pelas atrizes espanholas Emma Suárez e Adriana Ugarte, narra a história de uma mulher cuja filha vai embora inexplicavelmente de casa ao fazer 18 anos e não dá sinal de vida durante uma década.

(Com informações da AFP)

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