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Guerra civil

Reunião em Viena tenta ressuscitar diálogo de paz para Síria

O chanceler russo, Serguei Lavrov (e.), o secretário de Estado dos EUA, John Kerry (c) e o enviado especial das Nações Unidas à Síria, Staffan de Mistura (d), participam da reunião ministerial sobre a Síria, em Viena, Áustria, 17 de maio de 2016.
O chanceler russo, Serguei Lavrov (e.), o secretário de Estado dos EUA, John Kerry (c) e o enviado especial das Nações Unidas à Síria, Staffan de Mistura (d), participam da reunião ministerial sobre a Síria, em Viena, Áustria, 17 de maio de 2016. REUTERS/Leonhard Foeger

As grandes potências internacionais, lideradas pelos Estados Unidos e a Rússia, voltam a se reunir hoje em Viena, na Áustria, para discutir um novo esforço de paz na Síria. Participam do encontro ministros das Relações Exteriores de 17 países que integram o grupo internacional de apoio à Síria.

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As modalidades de uma transição política no país, as violações frequentes ao cessar-fogo e o bloqueio à ajuda humanitária dificultam as negociações. As discussões hoje visam restabelecer a trégua e permitir o envio de alimentos e remédios a regiões isoladas pelo conflito. Essas são as condições necessárias para que a oposição volte à mesa de negociações com o regime em Genebra e o processo político seja retomado, acredita o chefe da diplomacia alemã, Frank-Walter Steinmeier.

O cessar-fogo que entrou em vigor em fevereiro reduziu a intensidade dos combates durante quase dois meses. Mas o aumento da violência em Aleppo, no norte da Síria, interrompeu o processo e paralisa há quatro semanas as discussões em Genebra, mediadas pela ONU.

O calendário inicialmente estipulado por uma resolução das Nações Unidas prevê, a partir de 1° de agosto, a implantação de um organismo de transição política, mas vários observadores acreditam que o prazo não será respeitado. Negociadores voltam a afirmar que que não há futuro possível na Síria com a permanência do presidente Bashar al-Assad no poder.

Paris investiga se crianças em vídeo do EI são francesas

O Ministério Público de Paris abriu uma investigação para apurar se o grupo Estado Islâmico (EI) utilizou dois menores apresentados como franceses para executar prisioneiros sírios. O vídeo de 14 minutos, intitulado "Nos passos de meu pai" e transmitido domingo pelo EI, mostra um adolescente que disse ter vivido na França e ser "o filho de um francês morto como mártir" e um outro menino mais jovem, que também seria francês.

A investigação por apologia do terrorismo, assassinatos em bando organizado e associação criminosa em relação com uma empresa terrorista foi confiada à direção-geral de Segurança Interna (ISB) e do Poder Anti-Terrorismo da Polícia Judiciária (SDAT). Uma autoridade ligada à investigação, que preferiu não ser identificada, disse à agência AFP que os meninos ainda não foram identificados. Em várias ocasiões, o EI tem utilizado crianças ou adolescentes em seus vídeos de propaganda.

Seis meses depois dos ataques de novembro de 2015, em Paris, que deixaram 130 mortos e centenas de feridos, a ameaça terrorista na França "ainda é muito alta", disse esta semana o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve. Segundo Cazeneuve, quinze ataques planejados foram frustrados desde 2013 e 101 pessoas "diretamente relacionadas com o terrorismo" foram presas desde o início do ano.

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