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Segurança

Lobbies tentam impedir leis mais duras sobre armas na Europa

Armas apreendidas pela polícia belga na localidade de Charleroi, em janeiro de 2015.
Armas apreendidas pela polícia belga na localidade de Charleroi, em janeiro de 2015. AFP PHOTO / BELGA / VIRGINIE LEFOUR

O ataque com arma de fogo na boate gay de Orlando, que causou a morte de 49 pessoas, reacendeu o debate sobre a posse de armas tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Na última sexta-feira (10), menos de 48 horas antes do atentado na Flórida, os ministros do Interior da União Europeia (UE) aprovaram um texto que proíbe a venda de armas semiautomáticas com alto potencial de disparos para civis. No entanto, a restrição não é consensual no bloco.

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Desde os atentados de Paris e Bruxelas, as autoridades europeias tentam endurecer uma regulamentação criada em 1991, considerada ultrapassada diante das novas ameaças. Os terroristas que atacaram as duas capitais europeias estavam armados com fuzis e carregavam uma grande quantidade de munição, além de cinturões de explosivos.

O conjunto de medida adotadas pelos 28 países, na semana passada, proíbe que civis detenham a maior parte das armas semiautomáticas, estabelece novos mecanismos de controle na venda desses produtos pela internet e cria regras para impedir que armas desativadas sejam reabilitadas por criminosos. O texto também propõe melhorias no sistema de gravação das armas, para facilitar seu rastreamento.

Segundo o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, essas medidas vão reforçar a segurança dos cidadãos europeus em relação à ameaça terrorista e ao crime organizado. Porém, diplomatas de países favoráveis às restrições advertem que a batalha não está ganha.

Parlamento Europeu sofre pressões para abrandar medidas

A nova legislação precisa ser aprovada pelo Parlamento Europeu. Países produtores de armas, como República Tcheca, Eslováquia e Polônia, atuam nos bastidores para reduzir seu impacto. Outras nações, como Finlândia, Bélgica e a Suíça, que não pertence à União Europeia, mas respeitará o acordo, obtiveram derrogações da lei. Na Finlândia, por exemplo, os reservistas que guardam armas de guerra em casa, com o consentimento das autoridades, foram excluídos da proibição. A legislação também abre exceções para suíços e belgas colecionadores de armas ou praticantes de tiro esportivo.

Apesar da oposição, a Eslováquia, que vai assumir a presidência da UE por seis meses a partir de julho, promete adotar o texto até o final do ano. Porém, os países favoráveis ao endurecimento das regras sobre a posse de armas advertem contra um possível abrandamento das propostas. Luxemburgo protestou contra as concessões feitas durante a negociação.

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