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Reino Unido/Referendo

Saída da União Europeia não teria retorno, adverte Cameron

O ex-prefeito conservador de Londres, Boris Johnson, defensor da saída do Reino Unido da União Europeia.
O ex-prefeito conservador de Londres, Boris Johnson, defensor da saída do Reino Unido da União Europeia. REUTERS/Darren Staples

A quatro dias do referendo no Reino Unido, os líderes dos partidos pró e contra a permanência do país na União Europeia retomam neste domingo (19) a campanha interrompida após o assassinato, na quinta-feira, da deputada trabalhista Jo Cox. Com medo das consequências de uma ruptura, o primeiro-ministro David Cameron disse hoje aos britânicos que a saída do país do bloco europeu seria "uma escolha existencial sem retorno possível".

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Após quatro dias de luto e união nacional, os principais protagonistas da campanha para o referendo de 23 de junho deram entrevistas aos jornais de domingo e têm programados debates em programas de TV. Vários jornais indicaram a sua preferência.

Em entrevista ao The Times, Cameron utilizou exemplos dramáticos para ilustrar a importância da escolha. "Depois de saltar de um avião, não dá para subir de novo a bordo", afirmou o premiê. O líder conservador, que responderá à noite a questões de eleitores em um programa da BBC, comparou dois defensores da ruptura, Boris Johnson e Michael Gove, a "pais irresponsáveis que colocam suas famílias em perigo, ao transportá-las em um carro com vazamento de combustível e freios defeituosos".

O Sunday Times pediu o "Brexit", como é chamada a ruptura dos britânicos com as instituições europeias, enquanto o Times havia se declarado pró-UE no sábado. O Sunday Telegraph também é pró-saída e considera que a UE "pertence ao passado". Os diários The Mail on Sunday e The Observer preferem o status quo. "Este não é o momento de pôr em perigo a paz e a prosperidade", afirma o Mail on Sunday, denunciando a "ilusão perigosa" vendida pelos defensores do "Brexit".

Em Londres , a ONG Avaaz organizou um "Evento do Beijo" diante do Parlamento. Centenas de britânicos e europeus foram convidados a se beijar para o triunfo do "projeto do amor" e uma participação na UE.

Analistas estão cautelosos com pesquisas

A primeira pesquisa realizada após a morte da deputada Jo Cox mostrou vantagem dos pró-europeus, com 45% das intenções de voto, contra 42% para os que defendem a saída. Porém, a sondagem anterior do mesmo instituto havia revelado resultado contrário. Outra sondagem (YouGov), que teve um terço das entrevistas feitas antes do assassinato da parlamentar, aponta pequena vantagem pró-UE, contra 43%. Outras duas pesquisas dão vitória aos simpatizantes do "Brexit". Analistas permanecem cautelosos sobre o impacto da morte da parlamentar no resultado do referendo.

Depois de comparecer neste sábado (18) a um tribunal de Londres, o extremista de direita Thomas Mair, acusado de matar a deputada trabalhista, foi levado para uma penitenciária de alta segurança a sudeste da capital. A justiça britânica aguarda um laudo psiquiátrico do acusado, indiciado por homicídio voluntário e outros crimes.

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