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UE/Referendo

Bancos centrais se preparam para choque da libra esterlina

Cédulas da libra esterlina com a efígie da rainha Elizabeth II.
Cédulas da libra esterlina com a efígie da rainha Elizabeth II. AFP

A três dias do plebiscito que vai definir se o Reino Unido fica ou sai da União Europeia, as pesquisas apontam uma pequena vantagem dos pró-europeus. É consenso entre analistas que a eventual saída dos britânicos criaria uma situação inédita, que vai obrigar a construção de novas relações políticas e econômicas no bloco. Num primeiro momento, haverá forte turbulência nos mercados financeiros.

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Os grandes bancos centrais discutem há semanas ações coordenadas. No caso de uma vitória do campo eurocético, o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra, associados ao Banco Central do Japão, elaboraram mecanismos de injeção maciça de dólares nas praças financeiras, para evitar que alguns países se encontrem sem moeda e a escassez acentue a volatilidade no câmbio.

Um mecanismo desse gênero foi utilizado pela primeira vez após os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Em seguida, com a crise financeira de 2007 e novas turbulências em 2010, as ações coordenadas foram aperfeiçoadas. Em 2013, o FED e bancos centrais dos países ricos fecharam um acordo para evitar uma derrocada nos mercados de câmbio.

Na eventualidade de um "Brexit", os bancos centrais também estudam comprar a libra esterlina nos mercados internacionais para sustentar o valor da divisa e evitar uma corrida por moedas mais seguras, como o iêne japonês ou o franco suíço, o que seria péssimo para os dois países. Todas as ações estruturadas visam garantir a menor turbulência possível. 

A City de Londres é o primeiro centro financeiro internacional e se prepara para viver um dia caótico, na quinta-feira (23), caso os britânicos escolham, nas urnas, deixar a União Europeia.

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