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Brexit/UE

Pesquisa aponta que maioria dos franceses quer ficar na União Europeia

Placa na ilha da Reunião, departamento ultramarino francês, mostra fábrica construída com recursos da União Europeia.
Placa na ilha da Reunião, departamento ultramarino francês, mostra fábrica construída com recursos da União Europeia. RFI/Pierre René-Worms

As consequências do Brexit é de novo a principal manchete da imprensa francesa nesta quarta-feira (29). Le Figaro dá destaque de capa ao resultado de uma pesquisa que aponta que os franceses não querem deixar a União Europeia, como preferiram os britânicos.

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De acordo com a sondagem do instituto Sofres, se houvesse um plebiscito na França, 45% dos eleitores votariam pela permanência do país no bloco, 33% escolheriam a opção de saída e 22% não souberam opinar. Em seu editorial, o Figaro afirma que todas as decisões importantes dos últimos anos na Europa, sobretudo em matéria de imigração e na crise financeira na zona do euro, foram tomadas pela chanceler Angela Merkel. Na avaliação do jornal conservador, isso aconteceu pela debilidade e a fraqueza do governo francês em propor alternativas. Está mais do que na hora de mudar esse modo de funcionamento, defende o Figaro, "senão a Alemanha vai ampliar ainda mais sua influência e não fará mais sentido a França ter um presidente".

Em sua cobertura sobre a crise aberta com o Brexit, o jornal Les Echos informa que o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, teme um impacto negativo de retração do PIB de 0,3% a 0,5% na zona do euro, nos próximos três anos.

Consequências econômicas ainda imprevisíveis

Draghi advertiu os líderes reunidos desde ontem em Bruxelas que existe um risco de os países externos ao bloco pensarem que a Europa é ingovernável. Ele fez um apelo aos dirigentes europeus para dar uma resposta a essa preocupação. Draghi receia que países insatisfeitos com as atuais taxas de câmbio adotem uma política de depreciação competitiva, gerando turbulências nos mercados.

Em uma reportagem do correspondente no Reino Unido, Les Echos mostra que os britânicos já começaram a fazer economias, cientes de que os preços de alimentos e de outros produtos vão subir. As importações ficarão automaticamente mais caras, com a desvalorização da libra esterlina.

Libération observa que o Brexit reacendeu a febre independentista no Reino Unido. A Escócia já deixou claro que prefere ficar na União Europeia e se separar da Grã-Bretanha. A Irlanda do Norte, que também votou pelo "fico", já está flertando com a Irlanda, visando uma reunificação. Os dias do Reino Unido, tal qual ele é hoje, parecem estar com os dias contados, destaca o Libération.

 

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