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Reino Unido

Ícone da extrema-direta britânica nega ter pedido cidadania alemã

Nigel Farage, líder pró-Brexit do Reino Unido em uma entrevista em 12 de agosto de 2016.
Nigel Farage, líder pró-Brexit do Reino Unido em uma entrevista em 12 de agosto de 2016. Captura devídeo

Um rumor agita as redes sociais no Reino Unido nesta semana: o de que o principal ícone da extrema-direita do país, Nigel Farage, teria pedido a cidadania alemã. Farage, um nacionalista que foi um dos principais arquitetos do Brexit, é o ex-líder do partido Ukip. Um porta-voz do deputado europeu negou que ele tenha solicitado o passaporte da Alemanha.

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Tudo começou depois de o político ter sido visto em frente à embaixada alemã em Londres, na terça-feira (16). Farage é casado com uma alemã, o que alimentou a versão de que ele estaria em busca de uma nova nacionalidade, agora que o Reino Unido vai deixar a União Europeia após o referendo realizado em junho.

O líder da extrema-direita não comentou o caso, mas, na quarta-feira (17), um porta-voz do político afirmou que “absolutamente nada confirma que ele estava realmente na embaixada”. A representação diplomática alemã não se pronunciou sobre o asunto.

Ao jornal Independent, uma fonte próxima ao ex-presidente do Ukip declarou nesta quinta (18) que Farage “foi à embaixada para resolver um problema pessoal”. “A ideia de que tenha qualquer coisa a ver com a cidadania alemã é completamente imbecil”, afirmou a fonte.

Britânicos correm em busca de outras nacionalidades

Mesmo que seja desmentido, o episódio ilustra um fenômeno que surpreende desde o resultado da votação do referendo: o número de pedidos de nacionalidades europeias explodiu no Reino Unido. Seja por filiação, naturalização, casamento ou direito herdado da Segunda Guerra Mundial, os britânicos se preparam para quando não fizerem mais parte do bloco europeu, inclusive brasileiros que moram no país.

A embaixada alemã indica ter recebido mais de 100 solicitações em apenas um mês – quando o normal era registrar cerca de 20 por ano. Mais procurada ainda tem sido a vizinha Irlanda, que hoje recebe 70% de pedidos a mais do que o habitual.

A embaixada irlandesa na capital britânica não consegue mais dar conta de tantas solicitações. O ministro das Relações Exteriores do país pediu “paciência” aos candidatos e ressaltou que as representações consulares enfrentam “uma forte pressão” nos últimos meses.

 

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