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Linha Direta

Medidas anticorrupção avançam formação de governo na Espanha

Áudio 04:29
O primeiro-ministro interino Mariano Rajoy tenta formar um governo na Espanha com os partidos de oposição, após oito meses de impasse.
O primeiro-ministro interino Mariano Rajoy tenta formar um governo na Espanha com os partidos de oposição, após oito meses de impasse. REUTERS/Javier Barbancho

Após quase oito meses sem acordo, a Espanha deu um passo importante para a formação de um governo. O chefe de governo interino, Mariano Rajoy, anunciou que irá ao Congresso no dia 30 de agosto para se submeter à reeleição, depois de fechar um acordo com o partido Cidadãos, defensor de uma agenda anticorrupção.

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Luisa Belchior, correspondente em Madri

A Espanha está sem governo desde dezembro, paralisada por uma crise política inédita na Europa. Nesta quinta-feira (18), o líder do Cidadãos, um partido de centro-direita, Albert Rivera, anunciou que sua sigla votará a favor da nomeação de Rajoy como chefe de governo. O Cidadãos é uma sigla nova, surgida na Catalunha com a bandeira do combate à corrupção e que ficou em quarto lugar nas últimas eleições. O partido é a grande esperança de Rajoy para alcançar a maioria no Congresso.

Rajoy e Rivera vinham negociando intensamente na última semana. O Cidadãos apresentou um documento com seis condições para apoiar os conservadores, que preveem sobretudo medidas mais duras de punição para políticos que aparecem em investigações por corrupção, das quais muitos membros do Partido Popular (PP) têm sido alvo. Ontem, Rajoy anunciou que o documento foi aceito por seu partido.

Rajoy ainda depende de apoio de partidos minoritários

Com o acordo, o cenário político fica menos incerto, mas continua nebuloso. Isso porque, mesmo com o apoio do Cidadãos, o PP, a sigla conservadora liderada por Rajoy, não consegue ainda a maioria parlamentar no Congresso para garantir a aprovação do político como chefe de governo. Para isso, os conservadores necessitam votos favoráveis de partidos minoritários, que não confirmaram apoio, ou ainda que o Partido Socialista, líder da oposição, se abstenha na votação − algo que os socialistas também não devem fazer.

Na Espanha, os eleitores votam em um partido. Aquele que obtém a maioria no Congresso é o que indica o chefe de governo, que via de regra é o líder da sigla vencedora. Ainda é bem provável um cenário de uma nova eleição geral na Espanha, que seria nada menos que a terceira em menos de um ano.

Os espanhóis foram às urnas em dezembro de 2015 e em junho de 2016 na tentativa de eleger seu novo chefe de governo e renovar o Parlamento. O problema foi que, em ambos os casos, o PP, mais votado, não conseguiu a maioria mínima no Congresso. Em ambas as eleições os resultados foram bastante similares.

No início do ano, o líder dos socialistas, Pedro Sánchez, o segundo colocado, ganhou protagonismo ao tentar negociar um pacto entre as esquerdas e governar com maioria. Ele chegou a ser nomeado pelo rei da Espanha, Felipe VI, para formar um governo, mas não conseguiu fechar um acordo com o Podemos, a sigla de extrema- esquerda que terminou em tercceiro nas primeiras eleições, basicamente por diferenças ideológicas. O rei convocou então novas eleições, na esperança de um acordo, agora, por parte de Mariano Rajoy.

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