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Espanha/ impasse político

Incertezas aproximam Espanha de 3ª eleição em um ano

Primeiro-ministro interino, Mariano Rajoy, nesta sexta-feira (2).
Primeiro-ministro interino, Mariano Rajoy, nesta sexta-feira (2). REUTERS/Susana Vera

Os conservadores espanhóis cerraram fileiras neste sábado (3) em torno de seu líder, Mariano Rajoy, que continua tentando ser nomeado chefe do Governo, apesar de ter fracassado nas negociações para formar uma coalizão nesta semana. Os socialistas mantêm a incerteza sobre uma possível alternativa.

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Na noite de sexta-feira, Rajoy, líder do Partido Popular (PP), fracassou pela segunda vez em 48h em sua tentativa de ser empossado premiê, cargo que desempenha de forma interina desde dezembro. O líder conservador recebeu, em ambas as ocasiões na Câmara Baixa, o mesmo resultado: 170 apoios, insuficiente diante dos 180 votos contrários dos socialistas, do Podemos e dos partidos nacionalistas bascos e catalães.

Em meio ao bloqueio, uma iniciativa que desagradou aos demais partidos foi a decisão do governo interino do PP de propor para um cargo de direção do Banco Mundial seu ex-ministro da Indústria José Manuel Soria, que renunciou em abril depois de ter sido citado no escândalo dos Panama Papers. Por isso, os socialistas e o Podemos pediram neste sábado o comparecimento urgente no Parlamento do ministro da Economia, Luis de Guindos, para que dê explicações.

Conservadores vão insistir em formar governo

Apesar dos contratempos, o PP defenderá nas próximas semanas seu "direito a governar e a voltar a tentar" com Rajoy, afirmou neste sábado a secretária-geral do partido, María Dolores de Cospedal, após uma reunião do grupo em Madri. Cospedal também deixou claro que o PP não planeja substituir Rajoy e promover outra figura para resolver a situação.

Segundo ela, na reunião houve um "clima de unidade, de força e de ânimo com o presidente do nosso partido e nosso candidato". A mensagem era dirigida ao partido centrista Ciudadanos, que apoiou a investidura de Rajoy após assinar um acordo com 150 medidas.

Diante do esperado fracasso da segunda votação, seu líder, Albert Rivera, convidou o PP a apresentar um candidato "com uma posse viável". Alguns socialistas deram a entender que, sem Rajoy no comando, considerado um símbolo de anos de corrupção dentro de seu partido, poderiam deixar o PP governar.

Esforços para evitar terceira eleição em um ano

Os partidos espanhóis temem que o país passe por novas eleições em dezembro, se o bloqueio político persistir. Segundo os prazos legais, a votação cairia em 25 de dezembro e seria a terceira em um ano, depois das realizadas em dezembro de 2015 e em julho, ambas vencidas pelo PP, embora sem maioria absoluta.

O ex-presidente do governo socialista José Luis Rodríguez Zapatero (2004-2011) fez um apelo ao entendimento, afirmando que "pactar não é trair" e advertindo que terceiras eleições representariam uma batalha contra a abstenção.

Informações da AFP

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