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Uefa/Futebol

UEFA: Ceferin quer equilibrar poder entre clubes grandes e pequenos

Aleksander Ceferin, novo presidente da UEFA eleito em Atenas em 14 de setembro de 2016.
Aleksander Ceferin, novo presidente da UEFA eleito em Atenas em 14 de setembro de 2016. REUTERS/Alkis Konstantinidi

Nesta quarta-feira (13), em Atenas, Por 42 votos contra 13, foi eleito o novo presidente da UEFA (União das Federações Europeias de Futebol), o advogado esloveno Aleksander Ceferin. Ao contrário do seu antecessor, Michel Platini, Ceferin é desconhecido do grande público.Ele derrotou o holandês Michael van Praag.

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Depois da destituição de Platini, suspenso por quatro anos por abuso de poder, conflito de interesses e gestão desleal, a chegada de uma "cara nova" na poderosa confederação é bem-vinda. Com o lema "O futebol em primeiro lugar", ele deverá ser um exemplo de honestidade. Em entrevista à AFP, Aleksander Ceferin fala dos seus projetos.

Pergunta: De onde o senhor apareceu? Quem o convenceu a se apresentar? Ninguém o conhecia...

Aleksander Ceferin: "Primeiro, a decisão de me apresentar foi minha. Quando vi que tinha diversos apoios, ficou mais fácil. Era o momento propício para um novo rosto. Era tempo para mudanças. Por que 42 dos 55 eleitores confiaram em mim? Pergunte a eles".

Seus apoios vieram de países pequenos e médios, mas diante dos resultados, os grandes também o escolheram, não?

"As grandes federações, as pequenas e as médias, todas pedem a mesma coisa: mudança. A Itália foi um dos meus primeiros e maiores apoios e na época eu não tinha certeza que iria vencer com tantas vozes".

O senhor é jovem, 48 anos, sem experiência, quase desconhecido: o senhor deve ter articulado bastante nos bastidores, não?

"Nunca estive nos bastidores, ninguém nos bastidores, como você diz, poderia ter recebido 42 votos vindos de todos os lados da Europa."

O senhor foi eleito por dois anos e meio. Em seguida, pretende se apresentar de novo?

"É muito cedo para pensar em uma reeleição. Vou tentar fazer o máximo de coisas durante esse mandato".

Algumas mídias dizem que é eslovaco, mas na verdade o senhor é esloveno...

"Espero que, ocupando este cargo, as pessoas passem a colocar a Eslovênia no mapa do mundo".

A reforma da futura Liga dos Campeões privilegia os grandes campeonatos: o senhor vai corrigir isso?

"Ainda não fui informado corretamente dessa reforma, vou ter que me sentar com as 55 federações que formam a UEFA e ver o que pode ser feito".

Como lutar contra a influência crescente dos grandes clubes?

"Sem liderança durante um certo tempo {no começo da suspensão de Michel Platini}, foi um problema. Agora devemos mostrar que somos nós que governamos, a situação pode ser resolvida se conversarmos diretamente com os clubes".

Em que o senhor pensa quando fala em mais transparência?

"Penso em uma duração limitada dos mandatos. E devemos ter um comitê que controle o nosso funcionamento".

Qual será sua primeira decisão como presidente?

"Apertar a mão de cada pessoa da administração, me apresentar a eles".

Quais os perigos que hoje ameaçam o futebol?

" Os jogos arranjados, o racismo, a segurança, principalmente nos tempos atuas. E o fair play financeiro {a saúde financeira dos clubes} deve ser reforçado pois o abismo é cada vez maior entre os grandes times e os outros".

O senhor poderia fazer de Michel Platini um presidente honorário?

"Estou pensando".

É verdade que o senhor atravessou cinco vezes o deserto do Saara?

"Sim, atravessei quatro vezes de carro e uma vez de moto".

Sobre a Uefa

A UEFA ( sigla inglesa de Union of European Football Associations), sediada em Nyon, na suíça, tem 53 federações filiadas e é o órgão que administra integralmente o futebol europeu.

A UEFA administra os três maiores campeonatos de futebol masculino: a Liga dos Campeões, a Liga Europa e o troféu da Supercopa. A UEFA é também responsável pelo Campeonato Europeu de Futebol que acontece de 4 em 4 anos.

 

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