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UE forma guarda-costas da Líbia para combater tráfico de humanos

Migrantes salvos pela guarda-costeira líbia após naufrágio na costa leste de Tripoli
Migrantes salvos pela guarda-costeira líbia após naufrágio na costa leste de Tripoli REUTERS/Stringer

A União Europeia anunciou nesta quinta-feira (27) o início de sua missão de formação de guarda-costas líbios, no contexto de sua operação naval Sofia contra os traficantes de seres humanos executada na costas líbia.

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A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, declarou que esta é uma etapa muito importante na luta contra os traficantes que exploram pessoas em situação de extrema fragilidade.

Um primeiro grupo de 78 guarda-costas será formará a bordo de dois navios da UE situados em águas internacionais, em frente ao litoral da Líbia. O comando dessa operação naval europeia defendia o início efetivo dessa missão de formação há um mês, mas o governo líbio de unidade nacional só transmitiu no início de outubro uma lista com os candidatos.

Operação Guardião do Mar une países contra o tráfico humano

A operação Sofia permitiu a detenção de 96 traficantes de seres humanos e a neutralização de 337 embarcações desde outubro desse mesmo ano. A missão europeia permitiu salvar "mais de 29.300 vidas em cerca de 200 operações de resgate", um número que aumenta para 41.200 migrantes se forem consideradas as operações das ONGs que a Sofia apoia", informou o comunicado do bloco.

A Aliança Atlântica, que já apoia a UE em sua gestão da crise migratória, se comprometeu a aumentar seu apoio logístico e de informação à operação Sofia. No marco dessa missão de apoio batizada "Guardião do Mar", Itália e Espanha se comprometeram a fornecer meios aéreos, enquanto Grécia e Turquia contribuirão com barcos "a partir de 7 de novembro", afirmou o secretário geral da Otan, Jens Stoltenberg.

De acordo com dados das Nações Unidas, "pelo menos 3.800 pessoas" morreram ou desapareceram no mar Mediterrâneo desde o começo do ano, um novo e triste recorde histórico.

A Líbia e sua costa de 1.770 km, onde não há controle de fronteiras, se converteram em uma plataforma para a migração clandestina. Com botes infláveis e barcos de madeira, os migrantes tentam alcançar a ilha italiana de Lampedusa, situada a 300 km da costa líbia.

Migrantes desaparecidos na costa da Líbia

Cem migrantes de nacionalidade africana, que tentavam chegar à Europa, seguem desaparecidos desde quarta-feira (26) diante da costa da Líbia, informou nesta quinta-feira a guarda-costeira líbia, acrescentando que 29 das 126 pessoas a bordo do bote puderam ser resgatadas.

Segundo um dos sobreviventes, "o bote inflável saiu de Garaboulli (70 km a leste de Trípoli) com 126 clandestinos a bordo" e que, atingido pelas ondas, rasgou e a água se infiltrou, provocando o desaparecimento de 97 migrantes (...), incluindo três mulheres e uma criança".

 

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