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França/Espanha

França e Espanha prendem líder do ETA no país basco francês

Apesar de enfraquecido, o ETA ainda conta com simpatizantes. No dia 16 de outubro, uma manifestação em San Sebastian pediu a libertação de prisioneiros da organização separatista que sofrem de doenças crônicas ou estão em estado terminal.
Apesar de enfraquecido, o ETA ainda conta com simpatizantes. No dia 16 de outubro, uma manifestação em San Sebastian pediu a libertação de prisioneiros da organização separatista que sofrem de doenças crônicas ou estão em estado terminal. REUTERS/Vincent West

As autoridades da França e da Espanha dão um novo golpe duro na organização separatista basca ETA. O "atual líder máximo" do grupo, o espanhol Mikel Irastorza, foi detido neste sábado (5) no sul da França em colaboração com a guarda civil, anunciou o ministério do Interior da Espanha.

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Irastorza, de 41 anos, "permanecia foragido da Justiça" e "atualmente ocuparia as responsabilidades mais altas" dentro do ETA, segundo o comunicado espanhol. Nascido em San Sebatian, no norte da Espanha, ele foi detido em uma casa na localidade francesa de Ascain, nos Pirineus Atlânticos, no país basco francês. A polícia também  deteve o casal franco-espanhol que alojava o líder separatista procurado nos dois países.

O ETA foi fundado em 1959 e é considerado responsável pela morte de mais de 800 pessoas em mais de 40 anos de luta armada pela independência do País Basco e de Navarra. Há cinco anos o grupo renunciou à violência, mas se nega a entregar as armas e a se dissolver, como exigem os governos espanhol e francês. Recentemente, o grupo defendeu um acordo de paz nos moldes do que foi negociado entre o governo colombiano e as Farc. 

No dia 12 de outubro, França e Espanha anunciaram o desmantelamento de um esconderijo com armas do ETA em Carlepont, 120 km ao norte de Paris.

Em um comunicado com data de 18 de outubro, o ETA acusou Espanha e França de não querer "buscar soluções razoáveis" para a paz no País Basco.

A capacidade operacional do grupo estaria bastante reduzida, com a grande maioria de seus membros na prisão e apenas vinte deles foragidos, segundo as forças antiterroristas espanholas e francesas.

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