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Reino Unido/Assange

Assange é ouvido pela justiça sueca em Londres

Fundador do WikiLeaks, Julian Assange foi ouvido pela justiça na embaixada do Equador em Londres
Fundador do WikiLeaks, Julian Assange foi ouvido pela justiça na embaixada do Equador em Londres REUTERS/Peter Nicholls/File Photo

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi ouvido nessa segunda-feira (14) na embaixada do Equador em Londres, onde ele está refugiado desde 2012. Acusado de estupro na Suécia, ele foi interrogado por representantes da Justiça equatoriana e sueca.

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A Suécia e o Equador negociaram durante vários meses as condições do interrogatório, que deve durar vários dias. O advogado de Assange, Per Samuelsson, poderá acompanhar parcialmente o processo. As questões foram colocadas pelos representantes equatorianos, mas elaboradas pela justiça sueca.

Esta é a primeira vez que o australiano dá sua versão dos fatos à justiça. Segundo seu advogado, Assange quer uma “chance de lavar sua honra e espera que o processo seja arquivado” depois do interrogatório.

Mas ele também teme que a procuradora sueca possa dar continuidade ao caso por uma questão de honra profissional, “porque colocou toda sua energia nesse processo”. A Justiça poderá recolher uma amostra de DNA de Julien Assange, se ele estiver de acordo, para comparar com o da vítima.

Nesta segunda-feira, um pequeno grupo de apoiadores do ex-hacker se reuniu em frente à embaixada pedindo sua liberação.

Vida reclusa

Refugiado no local desde 2012, Julien Assange é alvo de um mandado de prisão na Europa, feito pela justiça europeia, depois de uma queixa de uma jovem em 2010. A Suécia, após ter autorizado que ele deixasse o território, pediu sua prisão à justiça britânica. Para evitar sua extradição para Estocolmo, Assange pediu asilo na embaixada equatoriana. Desde então, ele vive recluso e aparece raramente na sacada do prédio.

O australiano perdeu uma nova batalha na justiça em setembro. Pela oitava vez em seis anos, um tribunal sueco confirmou o mandato de prisão europeu contra ele. Assange denuncia uma manobra para extraditá-lo aos Estados Unidos, que quer julgá-lo pela divulgação de mais de 250 mil documentos confidenciais da diplomacia americana.
 

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