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UE/Trump

UE aprova plano de defesa após vitória de Trump

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, disse que as negociações sobre a defesa do bloco já vinham acontecendo antes da vitória de Donald Trump.
A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, disse que as negociações sobre a defesa do bloco já vinham acontecendo antes da vitória de Donald Trump. Photo Thierry Charlier/AFP

A União Europeia (UE) aprovou nesta segunda-feira (14) um plano para reforçar sua defesa, em um contexto de incertezas depois que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou o compromisso de apoio militar mútuo na Otan. Os ministros das Relações Exteriores do bloco estavam reunidos em caráter extraordinário em Bruxelas desde domingo (13).

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Concretamente, o acordo projeta uma estrutura permanente para planejar e conduzir melhor as operações civis e militares da UE. Atualmente, existem 17 que dependem de meia dúzia de centros de comando.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, quis deixar claro que não se trata de substituir a Otan, organização com a qual continuarão mantendo "estreita colaboração". O documento final da reunião não faz referência a um eventual quartel-geral como era previsto meses antes.

No entanto, mesmo se não declaram abertamento, muitos países que faziam parte da União Soviética preferem a proteção de uma Otan forte e liderada por Washington. Principalmente diante da crescente ameaça da Rússia após a anexação, em 2014, da então península ucraniana da Crimeia.

O Reino Unido também sempre se mostrou reticente a qualquer atuação que pudesse minar a Otan. Porém, após sua decisão em junho de abandonar a UE, França e Alemanha voltaram a seus planos de intensificar a defesa da Europa, o que ganha mais importância com a vitória de Trump.

Esses países, junto com Itália e Espanha, lideram os partidários de reforçar a defesa comum, porque "independentemente do resultado das eleições americanas", os europeus precisam assumir mais responsabilidades, nas palavras da titular de Defesa alemã, Ursula von der Leyen.

Mogherini também ressaltou que o bloco já havia "começado esse processo muito antes das eleições americanas".

Investimento militar também pesou nas discussões

Os europeus precisam deixar de "sonhar com um exército europeu" e aumentar seu gasto militar nacional a 2% do PIB como estipula a Otan, apontou o ministro da Defesa britânico, Michael Fallon. Reino Unido, Estônia, Grécia e Polônia são os únicos dos 22 membros da UE na Aliança Atlântica que cumprem essa meta.

Os Estados Unidos, por sua vez, assumem os dois terços do gasto militar da Aliança Atlântica, o que levou a Trump a declarar durante a campanha que se os países europeus não aumentassem suas contribuições em matéria de defesa, Washington não cumpririam seu compromisso de apoio mútuo.

Essas declarações e a aparente boa sintonia entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, inquietam o bloco, que começa apenas a recuperar-se da crise financeira de 2008 e conseguiu reduzir a chegada de migrantes por meio de um controverso acordo com a Turquia.

Mogherini deve apresentar agora suas propostas sobre o plano "o quanto antes" para que ele possa entrar em vigor "no primeiro semestre de 2017", depois do aval dos mandatários europeus.

 

 

 

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