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Grupo neonazista britânico é considerado organização terrorista

O grupo Ação Nacional realiza passeata em Londres
O grupo Ação Nacional realiza passeata em Londres wikimedia

O grupo neonazista britânico Ação Nacional, que elogiou o assassinato da deputada trabalhista Jo Cox este ano, será o primeiro grupo de extrema-direita considerado ilegal e uma organização terrorista, anunciou nesta segunda-feira (12) o ministério do Interior. A proibição ganhará efeito na sexta-feira (16).

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"Isso significa que ser membro ou pedir o apoio para essa organização será crime", disse a ministra do Interior, Amber Rudd, em um comunicado.

"A Ação Nacional é uma organização racista, antissemita e homofóbica, glorifica a violência e promove uma ideologia abjeta. Não tem nenhum lugar no Reino Unido."

Em sua conta no Twitter, o grupo defendeu "o sacrifício" feito por Thomas Mair, o homem que assassinou Cox a tiros e facadas em 16 de junho, uma semana antes do referendo britânico sobre o Brexit (saí do Reino Unido da União Europeia).

"Hitler estava certo"

O grupo Ação Nacional realizava passeatas em cidades britânicas com faixas como "Hitler estava certo". Alguns membros foram filmados falando sobre a "doença da dominação judia internacional" e "que, quando chegar a hora, eles serão enviados às suas câmaras".

O grupo também foi filmado treinando membros para combates e colocando pôsteres em Liverpool e Newsbury declarando-as "zonas de brancos".

O slogan no site deles é "Morte aos traidores, liberdade para a Grã-Bretanha", única frase declarada no tribunal pelo assassino da deputada Jo Cox.

Depois da oficialização da proibição do grupo, convocar reuniões ou usar roupas com símbolos do grupo serão ações ilegais. Quem não respeitar as restrições poderá ser condenado a até 10 anos de prisão e pagar uma multa.

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