Acessar o conteúdo principal
Linha Direta

Polícia alemã intensifica buscas por possíveis autores do atentado em Berlim

Áudio 04:40
Policiais alemães intensificam vigilância em mercado natalino no leste de Berlim nesta terça-feira, 20 de dezembro de 2016.
Policiais alemães intensificam vigilância em mercado natalino no leste de Berlim nesta terça-feira, 20 de dezembro de 2016. REUTERS/Christian Mang

Um dia após a invasão de um caminhão contra um mercado de Natal em Berlim, que matou 12 pessoas e feriu 48, o único suspeito pelo atentado preso pela polícia alemã foi liberado por falta de provas.

Publicidade

Marcio Damasceno, correspondente da RFI em Berlim

Na noite desta terça-feira (20), o grupo Estado Islâmico afirmou, por meio de sua agência de notícias, a Amaq News, que o autor do ataque é um "soldado" da organização terrorista. A polícia continua investigando os indícios, avaliando digitais e vestígios de DNA encontrados no caminhão.

No momento a polícia alemã está a procura de um homem tunisiano, possível suspeito após ter tido a identidade encontrada dentro do caminhão usado no atentado. As autoridades afirmam ter recebido mais de 500 informações sobre o motorista do caminhão fornecidas por populares e possíveis testemunhas do ataque. 80 delas são avaliadas pelos investigadores como passíveis de credibilidade. A polícia garante que o autor ou os autores do atentado serão encontrados nos próximos dias.

Em entrevista para a televisão ontem à noite, o prefeito de Berlim, Michael Müller, aconselhou a população de Berlim a ficar atenta, mas falou que os cidadãos devem seguir suas vidas normalmente. No entanto, as pessoas devem evitar mercados de Natal e grandes aglomerações, uma vez que que o indivíduo, ou os indivíduos culpados pelo ataque contra a feira na praça da Igreja da Memória estão soltos e poderiam provocar outras tragédias.

Críticas à política migratória de Merkel e reabertura de mercados natalinos

O fato de o Estado Islâmico ter assumido o atentado não leva os policiais a se limitarem somente em seguir indícios que apontem para supostos autores islamistas. Logo após a prisão do suposto suspeito de ser o motorista do caminhão, um refugiado paquistanês, alguns alemães se apressaram em culpar a política migratória do governo alemão como corresponsável pelo ocorrido. Ainda existem pedidos de conservadores por uma mudança na política migratória da chanceler Angela Merkel, apesar de o refugiado, que era o único suspeito, ter sido solto por falta de provas, e apesar de ninguém saber até agora se quem provocou o ataque é um refugiado, um estrangeiro que mora na Alemanha há anos ou até mesmo um cidadão alemão.

Entre políticos conservadores, começa a surgir um apelo por uma ampliação das câmeras de vigilância em locais públicos. A administração de Berlim, no entanto, afirma que ser impossível vigiar toda a capital alemã com câmeras de vídeo. Os cerca de 60 mercados de Natal berlinenses voltam a ser abertos nesta quarta-feira (21), com exceção do mercado de Natal que foi atingido pelo ataque terrorista, que possivelmente continua interditado nesta quarta para que a polícia continue trabalhando na coleta de indícios.

Os outros mercados pré-Natalinos abrem com reforço de segurança e maior policiamento, sendo que alguns deles acrescentaram barreiras e blocos de concreto, para impedir a invasão de veículos, não apenas em Berlim como em várias cidades da Alemanha.

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.