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Imprensa

Brexit "duro" de Theresa May assusta bancos em Londres, diz Les Echos

Sede do HSBC no distrito financeiro de Canary Wharf, leste de Londres, Grã-Bretanha, em 15 de fevereiro de 2016.
Sede do HSBC no distrito financeiro de Canary Wharf, leste de Londres, Grã-Bretanha, em 15 de fevereiro de 2016. REUTERS/Hannah McKay/File Photo

O discurso de terça-feira (17) da primeira-ministra britânica, Theresa May, quando prometeu um "hard Brexit", continua repercutindo na imprensa francesa. O jornal Les Echos desta quinta-feira (19) destaca algumas das consequências das promessas da premiê, como a transferência de funcionários dos bancos HSBC e Goldman Sachs de Londres para outras cidades europeias.

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Em sua capa, Les Echos adverte: "A ameaça de um Brexit duro começa a assustar Londres". "Optando pelo que chama de hard Brexit, Theresa May confirmou o que os bancos instalados na capital britânica temiam: o acesso deles ao mercado da União Europeia será dificultado", publica o diário. Para antecipar a perda do "passaporte europeu", que permite aos bancos instalados em Londres atuar nos 27 Estados da União Europeia, o HSBC confirmou que vai transferir mil empregados de Londres para Paris.

Já o Goldman Sachs não esconde sua intenção de reduzir pela metade o número de funcionários na capital britânica. Outros bancos estariam planejando transferir parte de seus empregados para outras cidades europeias, como Frankfurt, Dublin, Amsterdam ou Luxemburgo, publica Les Echos.

Imprensa demonstra preocupação com as promessas de May

O jornal Le Monde ressalta a preocupação da imprensa britânica com o discurso de Theresa May. "Não ficaremos com um pé dentro e o outro fora", declarou a premiê na terça-feira, ressaltando que uma de suas prioridades é a saída do mercado único europeu. Promessas consideradas "deprimentes" pelo The Guardian, escreve Le Monde, colocando em risco os valores e as alianças que a União Europeia costurou.

Le Monde também destaca o editorial do The Independent, que qualifica as intenções de May como "extremas e antidemocráticas", prevendo dias difíceis para o país no futuro. "Em cerca de dez anos, as indústrias automotivas, farmacêuticas, a agricultura e a indústria alimentar terão uma perda progressiva de investimentos, empregos e rentabilidade, o que afetará a prosperidade de milhões de famílias britânicas", lamentou The Independent, reproduzido em matéria do Le Monde.

Plano do Reino Unido é "uma grande ilusão"

Já o diário Le Figaro entrevistou o coordenador do Brexit no Parlamento Europeu, o eurodeputado belga Guy Verhofstad. Para ele, o plano de Theresa May é "uma grande ilusão". O ex-primeiro-ministro belga critica o fato de o governo britânico querer sair do mercado único, mas mantendo vantagens, como, por exemplo, a ausência de obrigações alfandegárias.

"Para mim, essa é uma vasta ilusão: acreditar que podemos sair do clube, esquecer nossas obrigações e manter privilégios", disse ao Figaro. O coordenador do Brexit no Parlamento Europeu garantiu ao jornal que a saída dos britânicos do bloco não será "à la carte". "Não é desta forma que o Brexit será feito", enfatizou o ex-premiê belga.

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