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Suíça/Fórum

Theresa May tenta tranquilizar investidores em Davos sobre Brexit

Sede do HSBC no distrito financeiro de Canary Wharf, leste de Londres, Grã-Bretanha.
Sede do HSBC no distrito financeiro de Canary Wharf, leste de Londres, Grã-Bretanha. REUTERS/Hannah McKay/File Photo

A primeira-ministra britânica, Theresa May, tentou nesta quinta-feira (19) tranquilizar a elite econômica mundial em Davos, dizendo que seu país "continuará aberto às empresas e ao talento". A declaração é feita dois dias depois de May oficializar sua escolha por um desligamento total da União Europeia, o que tem sido chamado de "hard Brexit", e de empresas anunciarem o fechamento de postos de trabalho em Londres.

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"As empresas, grandes e pequenas, são a espinha dorsal das nossas economias. É por isso que o Reino Unido é, e sempre será, um país aberto aos investimentos em nossas empresas, infraestruturas e universidades. Aberto àqueles que querem comprar os nossos produtos e serviços. E aberto ao talento e às oportunidades", declarou a primeira-ministra britânica no Fórum Econômico Mundial de Davos.

May voltou a dizer que não dará as costas "aos amigos europeus" e que o país optou apenas "por tomar suas próprias decisões e se abrir mais ao mundo". Ela assegurou que o Reino Unido continuará a ser a "grande nação de comércio global que é por instinto".

Bancos vão transferir atividades de Londres

Vários bancos de peso mundial, como HSBC, JP Morgan e Goldman Sachs, anunciaram nos últimos dias a intenção de transferir parte de suas atividades para outras capitais do bloco ou Nova York, na perspectiva de terem suas operações prejudicadas pelo Brexit. A migração envolve 1.000 postos de trabalho no HSBC, 4.000 empregos no JP Morgan e 3.000 vagas no Goldman Sachs. "Os impactos do Brexit permanecem desconhecidos, mas há uma linha clara: é para todo mundo", disse Davos Jan van Neuwenhuizen, do banco holandês Rabobank.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, também alertou que os bancos irão deixar a cidade. "A realidade é que eles provavelmente irão para Hong Kong, Singapura ou Nova York. Um Brexit duro se tornar uma perda para Londres, o Reino Unido e para a União Europeia também", disse Khan.

No plano político, o chanceler francês, Jean-Marc Ayrault, rebateu hoje as críticas do colega Boris Johnson, que comparou a França à Alemanha nazista ao querer "aplicar um castigo" nos britânicos por causa do Brexit. Ayrault disse que a França não tem a intenção de punir o Reino Unido.

Em Davos, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, adotou a mesma linha, dizendo: "Nós não devemos iniciar as negociações em tom de ameaças mútuas".

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