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UE/EUA

François Hollande pede mais firmeza da União Europeia no diálogo com Trump

O presidente francês, François Hollande, responde aos jornalistas durante a cúpula dos países do sul da Europa em Lisboa
O presidente francês, François Hollande, responde aos jornalistas durante a cúpula dos países do sul da Europa em Lisboa REUTERS/Pedro Nunes

O presidente francês, François Hollande, pediu neste sábado (28) à União Europeia (UE) que "responda" com "firmeza" ao líder norte-americano Donald Trump. A declaração foi feita durante uma reunião de cúpula dos países do sul do bloco, realizada em Lisboa.

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François Hollande foi duro ao comentar a decisão de Donald Trump de suspender por quatro meses o programa que acolhe refugiados nos Estados Unidos. “Devemos afirmar nossas posições e começar um diálogo com firmeza sobre o que pensamos, mas também com a preocupação de resolver os problemas do mundo”, disse o presidente francês. "Quando ele recusa a entrada de refugiados, enquanto a Europa faz seu dever, nós devemos responder”, completou.

O líder francês também comentou as declarações recentes de Trump, que defende uma política protecionista que distancia Washington de seu tradicional aliado europeu. "Os discursos que ouvimos, vindos dos Estados Unidos, encorajam o populismo e o extremismo", disse Hollande.

“Quando [Trump] acrescenta medidas protecionistas que podem desestabilizar as economias dos principais países do mundo, nós devemos responder. Quando há declarações do presidente dos Estados Unidos sobre a Europa e que fala do modelo do Brexit para outros países, acredito que tenhamos que responder", declarou Hollande, em reação ao entusiasmo mostrado pelo novo chefe da Casa Branca na sexta-feira (27), quando considerou a saída do Reino Unido do bloco como "algo maravilhoso".

Para o presidente francês, que deixa o cargo no mês de maio, "a Europa está diante de um teste decisivo".

Trump e Brexit preocupam, mas eleições na França, Alemanha e Holanda também

Este encontro em Lisboa, que reúne Portugal, França, Itália, Espanha, Grécia, Chipre e Malta, tem como objetivo esboçar uma plataforma comum para relançar o projeto europeu, prejudicado pelo Brexit. Também são debatidos temas como a segurança e a defesa, além da crise dos refugiados e a imigração ilegal.

Porém, mesmo se mudança radical no comando dos Estados Unidos e as próximas eleições na Holanda, França e Alemanha não estão oficialmente na agenda da reunião de Lisboa, as consequências imprevisíveis da chegada de Trump e dos pleitos deste ano no bloco estão na mente de todos.

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