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UE/Migração

União Europeia aprova plano para frear migração vinda da Líbia

Líderes europeus estão reunidos em Malta para discutir vários temas, entre eles a crise migratória
Líderes europeus estão reunidos em Malta para discutir vários temas, entre eles a crise migratória REUTERS/Yves Herman

A União Europeia (UE) adotou nesta sexta-feira (3), durante uma reunião de cúpula em Malta, um plano para bloquear a rota migratória vinda da Líbia pelo Mediterrâneo central, que se tornou o principal itinerário rumo à Europa. A medida foi criticada por ONGs, que alertaram para seus efeitos sobre os migrantes que estão no país africano.

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Depois de conseguir frear drasticamente a chegada de migrantes à costa grega através do mar Egeu, mediante um controverso acordo alcançado em março com a Turquia, a prioridade se tornou bloquear a rota que parte da Líbia e é utilizada em sua maioria por pessoas vindas da África subsaariana. "Chegou a hora de fechar a rota da Líbia à Itália", declarou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, ao chegar a Malta, ilha situada entre os dois países no coração do Mediterrâneo.

Na chamada "Declaração de Malta", adotada nesta sexta-feira, os 28 membros da UE propõem reforçar o treinamento da guarda costeira líbia, aumentar seus esforços na luta contra os traficantes de seres humanos e colaborar com os países vizinhos. O documento também ambiciona contribuir para estabilizar a situação neste país afundado no caos desde a queda de Muanmar Kadhafi, em 2011.

Outros objetivos são apoiar a Organização Internacional para as Migrações (OIM) em sua política de retornos voluntários, assim como garantir condições adequadas nos campos de migrantes na Líbia junto a esta organização e à Agência da ONU para os Refugiados (Acnur). As duas organizações convocaram na véspera da cúpula a UE a "tomar medidas decisivas para enfrentar a trágica perda de vidas na rota do Mediterrâneo central e as condições deploráveis para os migrantes e refugiados na Líbia".

A UE pode fazer a diferença quanto à migração, afirmou nesta sexta-feira a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, para quem o plano conta com um enfoque baseado na colaboração, no respeito aos direitos humanos e em "evitar a perda de vidas tanto no mar quanto no deserto".

ONGs criticam plano

No entanto, as medidas adotadas não convencem várias ONGs, que alertam para suas consequências para os migrantes. Embora os números no Mediterrâneo central sejam menos impressionantes que os registrados na Grécia, em 2016 mais de 180 mil clandestinos desembarcaram na costa italiana. Um total de 4,5 mil pessoas perderam a vida na travessia.

Na manhã desta sexta-feira, embarcações humanitárias mobilizadas no Mediterrâneo socorreram mais de mil migrantes diante da costa da Líbia, uma situação que classificaram como um pesadelo.

(Com informações da AFP)

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