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Romênia

Apesar dos protestos gigantescos, premiê da Romênia permanece no poder

Primeiro-ministro Sorin Grindeanu quer continuar no cargo, apesar das manifestações populares.
Primeiro-ministro Sorin Grindeanu quer continuar no cargo, apesar das manifestações populares. REUTERS/Stoyan Nenov

O primeiro-ministro romeno, Sorin Grindeanu, que enfrenta há uma semana uma contestação popular sem precedentes, assegurou nesta quarta-feira (8) sua permanência no poder, após superar uma moção de censura lançada por seus adversários. O premiê enfrenta as maiores manifestações vistas na Romênia desde 1989.

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Em um Parlamento dominado pelo Partido Social-Democrata (PSD), a moção apresentada pela oposição liberal foi rejeitada: 161 deputados votaram a favor, quando eram necessários 233 votos para derrubar o governo.

Mas antes mesmo da votação, o presidente, 43 anos, mostrou-se determinado a permanecer no poder. "Temos um dever para com a confiança conquistada nas urnas, o dever de continuar a governar", afirmou Grindeanu durante o debate sobre uma moção de censura apresentada pela oposição liberal.

Com pouca experiência política, o primeiro-ministro, que está no cargo há apenas um mês, criticou duramente o presidente de centro-direita Klaus Iohannis. O chefe de Estado pediu aos social-democratas que "encontrem um caminho para sair da crise", sugerindo a renúncia do executivo. "Uma coisa que ficou clara no discurso do presidente foi seu forte desejo de instalar rapidamente o 'seu' governo", disse o premiê.

O Executivo social-democrata tentou apagar o incêndio no domingo, ao suspender o decreto de urgência que teria permitido a vários políticos se livrar da Justiça.

Reforma polêmica reduz penas por corrupção

Entre outras coisas, o decreto aprovado pelo governo na terça-feira passada (31) estabelecia um mínimo de € 44 mil para poder começar a perseguir os crimes financeiros e reduzia as penas de prisão por corrupção.

O líder do PSD, Liviu Dragnea, reiterou nesta quarta-feira seu apoio a Grindeanu, mas admitiu que apenas a revogação do decreto não seria suficiente. "O governo compreendeu a mensagem dos manifestantes. Outras medidas serão implementadas para acabar com o conflito provocado por uma má comunicação", assegurou, sem dar maiores detalhes.

Como o presidente Iohannis, muitos manifestantes afirmam que o PSD tem que encontrar uma solução para acabar com esta crise, sem que para isso convoque novas eleições.

Os partidários dos social-democratas, que têm uma base eleitoral sólida nas zonas rurais, também começaram a se mobilizar. Pelo quarto dia consecutivo, eles devem se reunir em frente ao palácio presidencial, onde acusam o chefe de Estado de "semear a discórdia" incentivando protestos contra o governo.

(Com informações da AFP)

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