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Reino Unido/prisões

Documentário mostra situação caótica nas prisões do Reino Unido

Vista da prisão Northumberland, no Reino Unido
Vista da prisão Northumberland, no Reino Unido justice.gov.uk

Uma investigação feita durante dois meses por um repórter do canal de TV BBC revelou a situação caótica da prisão de Northumberland, uma das principais do Reino Unido. O documentário da TV inglesa foi ao ar nesta segunda-feira (13) e provocou uma grande polêmica.

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A prisão de Northumberland, situada no nordeste da Inglaterra, é uma das mais importantes do país. O jornalista Joe Fenton passou dois meses como agente penitenciário no local com uma câmera escondida. As imagens revelam uma realidade preocupante. O número de funcionários é insuficiente, os carcerários perdem frequentemente o controle da situação e o uso de drogas é generalizado e as condições mínimas de segurança não estão asseguradas.

O jornalista constatou, por exemplo, que os alarmes de várias portas consideradas estratégicas estão quebradas e o tráfico na cadeia é bem organizado. Fenton também presenciou o uso de uma substância conhecida como Spice. Vários prisioneiros foram achados jogados em suas camas depois de consumir o psicotrópico. Um agente penitenciário tomado por convulsões depois de ter inalado a droga por acidente. Muitos funcionários revelaram que não têm mais “coragem” de intervir nas brigas entre os presidiários ou vasculhar os pavilhões mais violentos.

Ministério da Justiça anuncia investigação

O Ministério da Justiça anunciou a abertura de um inquérito para analisar a situação na prisão onde vivem atualmente pouco mais de 1300 prisioneiros. O documentário também é uma crítica velada ao governo conservador de Theresa May, que fez diversos cortes no setor desde sua chegada ao poder.

A penintenciária de Northumberland foi privatizada em 2014 e, para vencer a licitação, a empresa francesa Sodexo prometeu economias de € 150 milhões em um período de 15 anos. Para isso, 200 cargos, entre eles uma centena de agentes penitenciários, foram extintos, aumentando o número de motins e a insegurança.

Superpopulação é um dos maiores problemas

Um dos problemas principais é a superpopulação carcerária. Em quase 30 anos, o número de detentos passou de 42 000 para 85 000. O partido de oposição trabalhista defende que, para remediar o problema, é preciso pedir penas de prisão mais curtas e aumentar o esforço na reinserção dos presos que deixam a cadeia. 

A nova ministra da Justiça de Theresa May, Lizz Truss, é contrária a essa estratégia. Ela pretende aumentar a pena de detentos acusados de crimes sexuais e violência doméstica. Por outro lado, ela também anunciou que investirá € 120 milhões por ano em programas de reinserção e inspeções mais severas nas penitenciárias. As medidas são consideradas insuficientes pelos funcionários, que apelam para novas contratações que evitariam o caos completo em estabelecimentos à beira da explosão.

 

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