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Crise Migratória

Controle de fronteiras internas da UE deve ser suspenso em novembro

A Suécia, que havia reforçado o controle de suas fronteiras, anunciou a suspensão da medida.
A Suécia, que havia reforçado o controle de suas fronteiras, anunciou a suspensão da medida. REUTERS/Johan Nilsson/TT NEWS AGENCY ATTENTION EDITORS

A Comissão Europeia propôs nesta terça-feira (2) a suspensão, a partir de novembro, dos controles fronteiriços internos no bloco. A medida havia sido implementada por alguns países europeus em 2015, no auge da crise migratória.

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"Chegou a hora de retornar gradualmente ao funcionamento completo do sistema Schengen”, indicou em uma coletiva de imprensa o comissário europeu de Migrações, Dimitris Avramopoulos. Para ele, a nova prorrogação de seis meses destes controles, que vai até novembro, deve ser a última.

Mesmo se o espaço Schengen autoriza a livre circulação de cidadãos nos países do bloco, desde a crise migratória de 2015 várias nações do grupo reforçaram a segurança em suas fronteiras. Desde maio de 2016, os países-membro vêm prolongando a medida.

Mas Bruxelas estima que a partir de novembro, Alemanha, Áustria, Dinamarca e Noruega devem suspender as barreiras. Segundo a Comissão Europeia, a medida só foi renovada uma última vez em razão do número elevado de migrantes presentes na Grécia, que esperam para serem reconhecidos como refugiados, e a dificuldade de controlar o fluxo de passagem de pessoas pela chamada “rota dos Balcãs”.

Suécia vai liberar fronteiras

Trata-se apenas de uma “recomendação” da Comissão Europeia, já que cada país ainda deve se pronunciar sobre o tema. O governo sueco foi o primeiro a reagir. Estocolmo anunciou nesta terça-feira a supressão dos controles de identidade sistemáticos em sua fronteira com a Dinamarca, que haviam sido implementados em janeiro de 2016 ante o grande fluxo de refugiados. Paralelamente, o governo sueco anunciou que reforçará os meios da polícia e dos serviços aduaneiros ao longo desta fronteira.

Mais de um milhão de pessoas pediram assilo na União Europeia em 2015. A maioria das solicitações foi para Alemanha e Suécia.

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