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Reino Unido/Terrorismo

Atentado em show de Ariana Grande em Manchester deixou ao menos 22 mortos

A polícia de Manchester disse que o caso está sendo tratado até o momento como incidente terrorista. Ainda não se sabe a causa da explosão e buscas continuam a serem feitas no local.
A polícia de Manchester disse que o caso está sendo tratado até o momento como incidente terrorista. Ainda não se sabe a causa da explosão e buscas continuam a serem feitas no local. REUTERS/Andrew Yates

Ao menos 22 pessoas morreram, incluindo várias crianças e adolescentes, e 59 ficaram feridas na noite desta segunda-feira (22) em um atentado após o encerramento de um show da cantora americana Ariana Grande, na Manchester Arena, no norte da Inglaterra. A explosão foi causada por um homem-bomba, que está entre os mortos. Segundo a polícia britânica, trata-se de uma ação terrorista.

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A polícia recebeu o aviso da explosão na Manchester Arena, com capacidade para 21 mil pessoas, às 22h35 (18h35 Brasília). Seis hospitais da região acolhem os feridos. Pais desesperados por falta de notícias procuram os filhos pelas redes sociais. A polícia britânica declarou na manhã desta terça-feira (23) que o ataque foi realizado por um único homem-bomba. Ele acionou a carga explosiva no hall de entrada da sala de espetáculos. O atentado não foi até o momento reivindicado. 

A cantora americana Ariana Grande é uma pop star entre crianças e adolescentes. A idade da maioria do público que assistiu ao show não passava dos 20 anos. No Twitter, Ariana Grande disse estar "despedaçada". "Do fundo do meu coração, sinto muito. Não tenho palavras". Ela inicia atualmente uma turnê europeia e tem show previsto em Paris no dia 7 de junho. Até o momento, a cantora não informou se manterá a agenda de concertos.

"Trabalhamos para determinar todos os detalhes do que está sendo investigado pela polícia como um horrível atentado terrorista", disse a primeira-ministra britânica Theresa May. O líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, lamentou "o terrível incidente de Manchester". "Meus pensamentos estão com todos os afetados e com nossos eficientes serviços de emergência", escreveu Corbyn no Twitter.

May e Corbyn acertaram a suspensão da campanha visando as eleições legislativas de 8 de junho na Grã-Bretanha "até nova ordem", revelou o próprio líder trabalhista. A primeira-ministra convocou uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança Nacional para a manhã desta terça-feira (23).

Após o ataque, a polícia realizou a explosão controlada de uma peça de roupa abandonada no jardim da catedral, próxima do estádio. Mas não era um colete com explosivos. A empresa ferroviária National Rail anunciou que "como a Manchester Victoria está perto do pavilhão, a estação foi evacuada e todas as linhas, fechadas", logo após a explosão.

Ameaça 'severa'

O grau de ameaça de atentados no Reino Unido é "severo", o segundo mais elevado, e significa que é altamente provável a ocorrência de atentados. O primeiro grau é "crítico", que se ativa em caso de ameaça iminente.

O ataque precedente no Reino Unido ocorreu em março, quando um homem lançou seu carro na direção de pedestres que passeavam perto do Parlamento, antes de matar um policial que vigiava o edifício, deixando no total seis mortos. O atacante, Khalid Masood, 52 anos, cidadão britânico convertido ao Islã, foi morto pela polícia.

O pior ataque terrorista contra a Grã-Bretanha ocorreu no dia 7 de julho de 2005, quando quatro atentados suicidas coordenados em horário de grande movimento contra o metrô e um ônibus de Londres deixaram 56 mortos, incluindo os agressores, e quase 700 feridos.

Reações

As reações nas redes sociais foram imediatas. Andy Burnham, eleito prefeito de Manchester, tuitou: "Meu coração está com as famílias que perderam seus entes queridos. Minha admiração aos serviços de emergência. Uma noite horrível para nossa grande cidade".

O prefeito da capital britânica, Sadiq Khan, declarou que "Londres está ao lado de Manchester". "Nossos pensamentos estão com os que morreram e ficaram feridos, e com nossos valentes serviços de emergência".

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, publicou um comunicado afirmando que "o terrorismo covarde visou de novo, como em Paris, uma sala de espetáculos (...). Diante deste crime abominável, envio aos cidadãos de Manchester e ao povo britânico a solidariedade do povo francês."

A cantora pop americana Taylor Swift, amiga de Grande, escreveu: "Meus pensamentos, minhas orações e minhas lágrimas estão com todos os atingidos pela tragédia desta noite em Manchester...". A cantora Katy Perry está "rezando por todos os que estavam no show".

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, declarou que "este evidente ato de terrorismo, que teve como alvo um show ao qual assistiam milhares de adolescentes e jovens, é um ataque inexplicável e detestável aos nossos valores universais como seres humanos". "Um ataque a um é um ataque a todos, e Nova York se solidariza com o povo britânico e com nossos amigos em todo o mundo contra as forças do ódio e do terror", disse Cuomo, que determinou um reforço na segurança em áreas sensíveis do Estado.

Com informações da AFP
 

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