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Migração

Realocação de refugiados na Europa é "uma decepção", diz ONU

Refugiado sírio em um acampamento improvisado para refugiados e migrantes na fronteira greco-macedônia perto da cidade de Idomeni, na Grécia, 16/03/16
Refugiado sírio em um acampamento improvisado para refugiados e migrantes na fronteira greco-macedônia perto da cidade de Idomeni, na Grécia, 16/03/16 REUTERS/Alkis Konstantinidis/File photo

O Alto Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, declarou nesta terça-feira (13) em Barcelona que a má aplicação do plano de realocação de 160 mil refugiados na União Europeia "tem sido uma decepção".

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"Apenas alguns países da Europa, como Grécia e Itália, que estão na fronteira, Alemanha, Suécia e Áustria assumiram a maior parte da responsabilidade", disse Grandi na apresentação de uma campanha para os refugiados com o clube de futebol Barcelona.

"Se a Europa, uma união de países ricos, não é capaz de compartilhar a responsabilidade, como podemos pedir ao resto do mundo que acolham refugiados?", acrescentou, observando que, dos 65 milhões de refugiados e deslocados pelo mundo, quase 90% estão em países pobres.

Esse programa foi adotado em 2015, no auge da crise migratória na Europa e previa a realocação ao longo dos próximos dois anos de 160 mil refugiados da Grécia e da Itália para outros países da União Europeia.

"Está prestes a terminar, e menos de 20 mil foram realocados. Minha mensagem é para todos os países europeus: vocês têm mais dois meses para completar o programa", disse.

Está previsto que na quarta-feira (14) a Comissão Europeia adote medidas sobre o assunto e anuncie sanções contra três dos seus membros - Polônia, Hungria e República Checa - que não acolheram nenhum refugiado no ano passado.

"Seria muito melhor que a decisão fosse implementada voluntariamente pelos governos", afirmou Grandi, que espera que a situação melhore uma vez passado o ciclo eleitoral em muitos países europeus ameaçados pela ascensão da extrema direita como Holanda, França e Alemanha.
 

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