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Um pulo em Paris

Novo Parlamento francês deve bater recorde de mulheres deputadas

Áudio 09:49
Candidatas às legislativas pelo partido LERM: a advogada Laeticia Avia (esq.) concorre em Paris, Marie Sara (no alto) desafia um candidato de extrema-direita no sul e Paula Forteza (baixo) concorre pela região da América Latina.
Candidatas às legislativas pelo partido LERM: a advogada Laeticia Avia (esq.) concorre em Paris, Marie Sara (no alto) desafia um candidato de extrema-direita no sul e Paula Forteza (baixo) concorre pela região da América Latina. Fotomontagem facebook

Enquanto os franceses debatem se o presidente Emmanuel Macron vai dirigir a França como um "rei absolutista", com fraca oposição   caso seu partido LREM e o aliado MoDem elegerem mais de 400 deputados das 577 vagas na Assembleia Nacional  , as eleições legislativas de 2017 trazem uma ótima novidade: o aumento do número de mulheres no Parlamento.

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Ao todo, 248 mulheres saíram vitoriosas no primeiro turno, realizado no domingo passado (11), contra 329 homens, um desempenho feminino inédito de 43%. A maioria delas são representantes do partido de Macron e da França Insubmissa, o movimento de esquerda radical de Jean-Luc Mélenchon. As duas siglas foram as que mais respeitaram as regras de paridade impostas pela legislação eleitoral. Nem todas serão eleitas, mas 144 mulheres têm mais de dez pontos de vantagem sobre os (as) rivais e 63 mais de 20 pontos, segundo um levantamento do jornal Le Monde.

O partido de Macron recrutou principalmente candidatos da sociedade civil. No departamento do Gard, no sul do país, a antiga toureira Marie Sara, ex-mulher do tenista Henri Leconte, desafia o candidato de extrema-direita Gilbert Collard, da Frente Nacional. Em Paris, a advogada Laeticia Avia, formada na renomada universidade Sciences Po, criada em um bairro pobre da periferia da capital, enfrenta a socialista Sandrine Mazetier, no segundo turno, com boas chances de vitória. A franco-argentina Paula Forteza deve vencer o concorrente ecologista Sergio Coronado na vaga de representante dos franceses residentes na região América Latina e Caribe. Esses são apenas alguns exemplos de personalidades femininas que decidiram exercer um maior protagonismo, desta vez na política. 

Uma lei aprovada no país no ano 2000 estimula a paridade. Os partidos que não apresentarem o mesmo número de candidatos homens e mulheres pagam uma penalidade. Em 2014, as multas aplicadas pelo desrespeito a essa regra chegaram a € 5,5 milhões.

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