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Geopolítica

Acordo político sobre tratado de livre comércio entre UE e Japão desafia Trump

A comissária europeia de comércio, Cecilia Malmström, e o chanceler japonês, Fumio Kishida, em Bruxelas
A comissária europeia de comércio, Cecilia Malmström, e o chanceler japonês, Fumio Kishida, em Bruxelas JOHN THYS / AFP

A União Europeia (UE) e o Japão chegaram a um acordo político sobre um tratado de livre comércio, anunciou nesta quarta-feira (5) a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström, um desafio à administração "protecionista" de Donald Trump.

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O acordo enfrentou percalços para ser alcançado, mas simboliza um grande êxito do livre comércio. Ele foi anunciado dois dias antes da reunião do G20 em Hamburgo, na Alemanha, em que o presidente americano deve defender sua postura protecionista, o "America First".

"Chegamos a um acordo político em nível ministerial. Recomendamos agora que os dirigentes o confirmem na reunião de cúpula" entre UE e Japão, prevista para a próxima quinta-feira, em Bruxelas, indicou Malmström, depois de encontrar o ministro de Relações Exteriores japonês, Fumio Kishida.

Na quinta, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, vai se encontrar com o presidente do Conselho europeu, Donald Tusk, e com o diretor da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Europeus e japoneses redobraram seus esforços para chegar a um acordo político antes do G20, que acontece no fim desta semana em Hamburgo.

Saída dos EUA do Acordo Transpacífico

Quando chegou ao poder, Trump oficializou a saída dos Estados Unidos do Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP), assinado por 11 países da região Ásia-Pacífico. Entre eles estão o Japão, terceira potência econômica mundial, e três países latino-americanos - Chile, México e Peru.

Desde então, os japoneses têm concentrado seus esforços nas negociações com a UE, que se tornaram uma prioridade.

Dois pontos-chave do acordo serão a abertura do mercado europeu ao setor automotivo japonês e a eliminação das barreiras a produtos agrícolas (sobretudo, queijos) europeus por Tóquio.

Os países ainda estão longe de chegar a um acordo sobre o delicado assunto dos mecanismos de solução de litígios entre Estado e investidores.

Os japoneses se mostram favoráveis a um sistema de arbitragem clássico, na mesma linha da maioria dos acordos comerciais fechados até hoje.

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