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Terrorismo

Grupo Estado Islâmico reivindica atentado em Barcelona

Policias no local do atentado
Policias no local do atentado LLUIS GENE / AFP

O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou o atentado desta quinta-feira (17) em Barcelona, em um comunicado divulgado por sua agência de propaganda Amaq e retransmitido pelo centro americano de vigilância dos sites extremistas, SITE.

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"Os agressores do ataque de Barcelona eram soldados do EI", diz o texto, apontando que "a operação foi realizada em resposta aos pedidos de alvejar os Estados da coalizão" internacional anti-extremista que atua na Síria e no Iraque.

Por volta das 17h locais (12h de Brasília), uma van atravessou a toda velocidade a Rambla, o famoso calçadão de Barcelona, matando ao menos 13 pessoas e ferindo cerca de 80.

"Estava ao lado, no Corte Inglés [loja de departamentos] e ouvi um barulho forte. Tentamos sair, mas não pudemos. Vi quatro, cinco corpos no chão e pessoas tentado reanimá-los e muito sangue", contou Lily Sution, uma turista holandesa.

"Quando tudo aconteceu, saí correndo e vi destroços, quatro corpos no chão, pessoas socorrendo, gente chorando e também havia muitos estrangeiros que perderam os seus familiares", contou à AFP Xavi Pérez, de 26 anos e balconista.

Dois suspeitos foram detidos. O primeiro foi identificado pela Polícia como Driss Oukabir, disse à AFP um porta-voz do sindicato policial SUP. Depois, o presidente regional da Catalunha, Carles Puigdemont, informou um segundo detido, sem dar maiores detalhes. Um terceiro suspeito foi morto em confronto com a polícia.

O ataque remete a outros atentados terroristas na Europa com veículos, como o de Nice em 14 de julho de 2016, quando um caminhão conduzido por um tunisiano foi lançado contra a multidão, matando 86 pessoas e deixando mais de 400 feridos.

A Espanha, terceiro destino turístico mundial, havia permanecido até agora à margem da onda dos atentados do grupo Estado Islâmico em grandes cidades europeias como Paris, Bruxelas, Londres, Nice e Berlim.

 

Mas em 11 de março de 2004 sofreu os atentados extremistas mais sangrentos cometidos na Europa, quando cerca de 10 bombas explodiram em vários trens de Madri deixando quase 200 mortos. Os ataques foram reivindicados em nome da Al-Qaeda por uma célula islamita radical.

  

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