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Terrorismo

Polícia da Espanha investiga papel de imã em ataques da Catalunha

Mesquita da cidade espanhola de Ripoll, onde pregava o imã Abdelbaki As Satty, desaparecido desde terça-feira (15).
Mesquita da cidade espanhola de Ripoll, onde pregava o imã Abdelbaki As Satty, desaparecido desde terça-feira (15). REUTERS/Susana Vera

Três dias após os atentados de Barcelona e Cambrils, as atenções dos investigadores se concentram neste domingo (20) em Abdelbaki As Satty. O imã originário do Marrocos vivia na cidade de Ripoll, nordeste da Espanha, onde morava a maioria dos integrantes da célula jihadista responsável pelos ataques. 

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A polícia investiga o papel do imã marroquino na radicalização dos autores dos atentados. A residência de As Satty foi vasculhada pela polícia no sábado (19). Ele está desaparecido desde terça-feira (15) e teria dito a vizinhos que viajaria ao Marrocos para visitar sua família.

De acordo com o jornal espanhol El País, o imã de 40 anos foi preso em 2012, devido a irregularidades em seu visto de residência na Espanha. No presídio de Castellon ele teria conhecido terroristas que organizaram os atentados coordenados na estação de Atocha, em 2004, que deixaram 191 mortos

A principal suspeita é que As Satty tenha morrido na explosão em uma casa de Alcanar, a 200 quilômetros ao sul de Barcelona, na quarta-feira (16). No local, a polícia encontrou 30 botijões de gás que deveriam ser utilizados para a fabricação de bombas e em um atentado de maior dimensão. Segundo El País, o principal alvo dos terroristas seria a basílica da Sagrada Família. 

Célula jihadista desmantelada

O governo espanhol anunciou no sábado que a célula jihadista responsável pelos atentados na Catalunha foi completamente desmantelada. A polícia ainda busca o marroquino Younès Abouyaaqoub, de 22 anos, suspeito de ser o motorista da van utilizada no atropelamento de Barcelona. Quatro suspeitos continuam detidos para interrogatório. 

O nível de alerta terrorista foi mantido em quatro em uma escala até cinco. Segundo o ministro do Interior, Juan Ignacio Zoido, não há elementos "que apontem para a execução de um atentado de maneira iminente". O nível cinco implicaria a presença de militares nas ruas.

Homenagem na Sagrada Família 

Uma missa em homenagem às vítimas foi celebrada na manhã deste domingo na basílica da Sagrada Família, construção emblemática da capital catalã. O rei da Espanha, Felipe VI, o primeiro-ministro Mariano Rajoy e o presidente da região da Catalunha, Carles Puigdemont, marcaram presença. 

Na Praça da Catalunha, em Barcelona, habitantes e turistas continuam a prestar homenagens às vítimas. Ao longo dos 500 metros percorridos pela van no ataque de quinta-feira, "altares" improvisados foram construídos. Mensagens, bichos de pelúcia e velas são deixados no local. "As Ramblas choram, mas estão vivas", exibe um cartaz.

Enquanto isso, a avenida mais movimentada de Barcelona volta à normalidade. Turistas voltam a ocupar os bares e restaurantes e quase todas as lojas voltaram a funcionar.  

O balanço de vítimas não mudou desde sexta-feira (18). Nos total, 14 pessoas morreram e mais de 120 ficaram feridas nos ataques, dezenas continuam hospitalizadas. O Itamaraty informou que não há brasileiros entre as vítimas. 
 

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