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Alemanha

Uma semana antes do pleito, Merkel segue favorita para eleição na Alemanha

Angela Merkel durante comício uma semana antes da eleição legislativa.
Angela Merkel durante comício uma semana antes da eleição legislativa. Reuters/Axel Schmidt

Os alemães vão às urnas no próximo domingo (24) para escolher os membros do Bundestag, a Assembleia Nacional local. Uma semana antes do pleito, todas as pesquisas apontam para a vitória do bloco conservador liderado pela chanceler Angela Merkel, que deve ser reeleita para liderar o país pelo quarto mandato consecutivo. Mas a corrida eleitoral também é marcada pelo aumento das intenções de voto para a extrema-direita.

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Uma pesquisa de opinião divulgada neste domingo (17), aponta a liderança do bloco formado pela União Democrata Cristã (CDU na sigla em alemão) e pela União Social-Cristã na Baviera (CSU), que permanece na frente, com 36% das intenções de voto. O grupo é seguido pelo Partido Social-democrata Alemão (SPD), com 22%.

O SPD, rival histórico do partido de Merkel, até esboçou um possível bloqueio do avanço da chanceler, mas a tentativa não durou muito tempo. Principalmente após uma série de acusações de uso indevido de dinheiro público por parte de seu líder, o ex-ministro da Economia Martin Schulz, quando ele presidia a Parlamento Europeu. Durante o debate entre a chanceler e o opositor no início de setembro, Schulz parecia já ter abandonado a disputa.

Popularidade de “Mutti” continua em alta

Apontada frequentemente como “a mulher mais poderosa do mundo”, a chanceler, que dirige a principal potência europeia há quase 12 anos, quase sempre beneficiou do apoio popular. Mesmo se ao assumir o cargo apenas um terço dos eleitores esperavam que ela se tornaria uma líder forte, com o tempo Merkel chegou a acumular índices de popularidade de mais de 70%.

Os picos foram atingidos entre 2008 e 2009, quando ela conseguiu manter o país nos trilhos em plena crise econômica. Diante de uma economia relativamente estável e da postura firme da chanceler ao negociar com líderes mundiais imprevisíveis, como Vladimir Putin, Recep Erdogan e Donald Trump, os eleitores parecem ter optado por manter o status quo.

Os adversários tentam chamar a atenção para a precariedade da população, com jovens trabalhando apenas 15 horas por semana em um sistema conhecido como “minijobs”, e que estaria camuflando as estatísticas do desemprego. Além disso, os últimos anos marcados pelo rigor orçamentário, usado como arma para enfrentar a crise econômica, também teriam deixado vestígios negativos, como lembram os opositores, que alertam para as consequências da queda dos investimentos públicos nas infraestruturas alemãs.

Porém, mesmo se essa boa performance alemã é contestada por alguns, diante de eventos recentes que balançaram a política mundial, como a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos ou o Brexit no Reino Unido, as pesquisas mostram que os eleitores estão dispostos a manter Merkel no comando da locomotiva europeia.

Crise migratória

O único aspecto que balançou o percurso de Merkel foi a crise migratória, que fez os índices de aceitação a chanceler oscilar e, em 2015, sua popularidade caiu para a casa dos 50%. A decisão de “Mutti” – expressão coloquial usada em alemão para “mamãe” – de abrir o país os migrantes, recebendo mais de um milhão de refugiados, ainda é um dos temas que mais divide atualmente na Alemanha. Porém, mesmo se a chanceler foi muito criticada por sua escolha, o assunto se diluiu durante uma campanha na qual a candidata da CDU preferiu defender seu balanço de governo em outras áreas.

No entanto, as pesquisas mostram que a gestão da crise migratória acabou adubando os discursos xenófobos no país – como em outras nações europeias –, e alimentou a progressão do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD). Se a eleição fosse hoje, a legenda populista de direita, que apresenta um programa abertamente anti-muçulmanos e anti-imigração, conquistaria 11% dos votos.

Essa pode se tornar a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que uma formação política de extrama-direita entra na Assembleia alemã. Eles são seguidos de perto pelo Die Linke, o partido de esquerda, com 10%, e pelo Partido Democrático Liberal (FDP na sigla em alemão), com 9% das intenções de voto.

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