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Presidente da Catalunha suspende processo de independência da Espanha

Carles Puigdemont durante sessão no Parlamento catalão em 10 de outubro de 2017.
Carles Puigdemont durante sessão no Parlamento catalão em 10 de outubro de 2017. REUTERS/Albert Gea

O presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, suspendeu nesta terça-feira (10) o processo de independência da Espanha, com o objetivo de dar continuidade ao diálogo com Madri. Puigdemont fez questão de ressaltar, no entanto, o direito da Catalunha de se separar do país, durante sessão do Parlamento catalão, em Barcelona.

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"Eu assumo que a Catalunha deve se tornar um Estado independente sob a forma de uma República ", afirmou o presidente da região, Carles Puigdemont, no Parlamento de Barcelona, nesta terça-feira (10).

"Proponho suspender a implementação desta declaração de independência para dar continuidade às discussões destinadas a alcançar uma solução negociada", contemporizou o líder catalão.

Carles Puigdemont, no entanto, não chegou a pedir um voto explícito do Parlamento em relação à declaração de independência da Catalunha. "A Catalunha ganhou o direito de ser um Estado independente", afirmou o presidente da Generalitat, fazendo menção ao resultado do referendo de 1º de outubro, marcado por uma vitória majoritária dos apoiadores da independência (90%), que teve uma taxa de participação de 43%.

O partido separatista de extrema esquerda Candidatura de Unidade Popular (CUP), aliado do presidente catalão, Carles Puigdemont, lamentou no entanto que se tenha "perdido uma oportunidade" de "proclamar solenemente a República Catalã".

"Diz-se que se suspendem os efeitos porque vamos para a mediação e a negociação. Mediação e negociação com quem? Com um Estado espanhol que continua nos ameaçando e perseguindo?", perguntou, na tribuna, Anna Gabriel, porta-voz da CUP.

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