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Construtor de submarino confessa ter esquartejado corpo de jornalista sueca

O construtor dinamarquês Peter Madsen (à dir.) conversa com a polícia em 11 de agosto de 2017.
O construtor dinamarquês Peter Madsen (à dir.) conversa com a polícia em 11 de agosto de 2017. Reuteurs

O construtor dinamarquês Peter Madsen, suspeito do assassinato da jornalista sueca Kim Wall, a bordo de seu submarino em agosto deste ano, reconheceu ter esquartejado a vítima - informou a polícia dinamarquesa em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (30).

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"Peter Madsen reconheceu que cortou seu cadáver e jogou as partes do corpo na baía de Køge", a cerca de 50 km ao sul de Copenhague, declararam as autoridades dinamarquesas. Até então, Madsen negava ter mutilado o corpo da vítima e assegurava que a jornalista morreu de forma acidental, após ser atingida na cabeça pela escotilha do submarino.

Segundo a polícia, o suspeito afirmou posteriormente que "Kim Wall morreu intoxicada por monóxido de carbono dentro do submarino". Wall era uma jornalista freelancer de 30 anos que trabalhava entre Nova York e a China. Ela embarcou em 10 de agosto no submarino "Nautilus", ao lado do próprio construtor, Peter Madsen, para fazer uma reportagem.

Seu namorado denunciou o desaparecimento da jornalista em 11 de agosto. No mesmo dia, Madsen foi resgatado pelas autoridades dinamarquesas em Öresund, entre a costa da Dinamarca e da Suécia, antes do naufrágio do submarino. Ele foi detido e indiciado por assassinato e atentado à integridade de um cadáver.

Cabeça e as pernas da jornalista foram encontradas por mergulhadores

Em 21 de agosto, o torso de Kim Wall, cujos membros foram "deliberadamente seccionados", segundo a necropsia, foi encontrado por uma pessoa que estava na baía de Køge, 11 dias após o desaparecimento da jornalista. Depois, em 7 de outubro, a cabeça e as pernas da repórter foram encontradas por mergulhadores.

A polícia acredita que o construtor tenha provocado o naufrágio do "Nautilus" de modo deliberado. A embarcação foi erguida à superfície e examinada pela perícia. A acusação alega que Madsen matou Kim Wall para satisfazer uma fantasia sexual, depois desmembrou e mutilou seu corpo. A necropsia do torso não estabeleceu as causas da morte, mas revelou mutilações múltiplas infligidas na genitália da vítima.

Filmes "fetichistas" em que mulheres "reais" eram torturadas, decapitadas e queimadas foram encontrados em um disco rígido em seu estúdio. Peter Madsen nega ser o dono do material. Ele assegura que não houve relações sexuais entre eles e que seus contatos foram puramente profissionais.

Kim Wall colaborou com os jornais The Guardian e The New York Times e era graduada pela Escola Superior de Jornalismo da Universidade de Columbia. O “Nautilus” foi inaugurado em 2008. Com 18 metros de extensão, o equipamento era então o maior submarino privado do mundo.

(Com informações da AFP)

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