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Catalunha/independência

"Não estou aqui para pedir asilo", diz Puigdemont, presidente catalão destituído

O líder catalão Carles Puigdemont deu uma entrevista coletiva nesta terça-feira em Bruxelas
O líder catalão Carles Puigdemont deu uma entrevista coletiva nesta terça-feira em Bruxelas REUTERS/Eric Vidal

O presidente destituído da Catalunha, Carles Puigdemont, deu uma entrevista coletiva nesta terça-feira (31), em Bruxelas, para denunciar a violência do governo espanhol contra os membros do executivo regional.

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Puigdemont negou que pedirá asilo político à Bélgica, mas continuará no país para que ele e parte de sua equipe, que se transferiu à capital belga, possa “agir de maneira livre”. Ele também espera que a questão seja discutida na esfera europeia.

O presidente destituído catalão também espera o reconhecimento, pela União Europeia, do processo democrático na região, que resultou em um referendo pela separação da Catalunha, em 1° de outubro. O líder catalão declarou estar aberto ao diálogo e aceitar os resultados das eleições de 21 de dezembro propostas pelo governo espanhol, que destituiu o executivo regional, na sexta-feira (27), após uma declaração unilateral de independência.

“Essa eleição é um desafio que nós aceitamos. Pelo voto defenderemos nossas ideais e poderemos nos expressar. Minha questão é: o Estado vai respeitar o resultado?”, disse.

Ontem o procurador-geral do Estado espanhol anunciou uma ação contra Puigdemont e seu governo por vários crimes, entre eles rebelião e sedição (revolta contra a ordem estabelecida), com pena prevista entre 15 anos e 30 anos de prisão, respectivamente. Puigdemont disse que não fugirá da Justiça.

"Paz e diálogo sempre foram prioridades"

O líder catalão insistiu que a paz e o diálogo sempre foram prioridades da população e do governo regional, e todas as medidas tomadas são coerentes com esse princípio. "Não podemos construir uma república a partir da violência. Se o governo espanhol quer usar a violência, é sua escolha", declarou. Para ele, a declaração de independência é legítima.

Ele justificou a transferência para a Bruxelas para mostrar o "grave déficit democrático e a autodeterminação do povo catalão". Segundo Puigdemont, o executivo regional também vai apoiar iniciativas contra o artigo 155 que pretende "destruir o sistema catalão". Ele espera que a União Europeia reaja à violência do Estado espanhol, que decidiu prender o governo catalão, usando força, repressão e violência. "É um erro que fere os princípios democráticos".

O líder catalão ainda disse que irá avançar lentamente em relação ao processo de independência da Catalunha, para evitar mais tumultos. Hoje a Corte Constitucional espanhola suspendeu a declaração de independência da região.

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