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Macron

Macron celebra seus 40 anos no castelo de Chambord, um símbolo da monarquia

Emmanuel e Brigitte Macron estão no castelo real de Chambord para comemorar os 40 anos do chefe de Estado francês, em 16 de dezembro de 2017
Emmanuel e Brigitte Macron estão no castelo real de Chambord para comemorar os 40 anos do chefe de Estado francês, em 16 de dezembro de 2017 REUTERS/Wolfgang Rattay/File Photo

O presidente francês Emmanuem Macron comemora seu 40º aniversário na antiga fazenda real de Chambord, o castelo onde viveu François I (1494-1547), um símbolo delicado para um chefe de Estado que os adversários classificam como "presidente dos ricos".

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O Palácio do Eliseu se limitou a informar que "o presidente e sua esposa passam o fim de semana a título privado na região de Loir-et-Cher, perto do castelo" de Chambord e que Macron vai pagar os gastos com seu dinheiro pessoal.

O aniversário do líder francês é na quinta-feira (21), mas ele resolveu comemorar antecipadamente neste fim de semana.

Segundo a imprensa francesa, o casal está hospedado na Casa dos Refratários, uma antiga moradia florestal transformada em casa de campo de quatro estrelas e situada "no coração da fazenda real, a poucos metros do castelo", segundo o site do La Nouvelle Republique.

O castelo de Chambord está inscrito no patrimônio mundial da Unesco e recebe cerca de 1 milhão de visitantes por ano. Foi construído há quase cinco séculos por um capricho do rei François I e tem parte de sua arquitetura, notadamente as escadarias principais, creditadas a Leonardo da Vinci, que trabalhou como arquiteto para o rei.

Este castelo, no vale do Loire, abriga hoje vários lodges de 4 estrelas que podem ser alugados pelo preço de 800 a 1.000 euros por um fim de semana.    

Jupiteriano

Macron tem se mostrado muito ligado aos símbolos desde o início do período de cinco anos de seu mandato presidencial. Começou a noite de sua eleição com uma entrada teatral, ao pé da pirâmide do Louvre, em Paris, cujos acentos monárquicos podem chocar em uma França que guilhotinou Luís XVI durante a Revolução.    

Macron disse que queria dar uma distinção ao cargo de presidente da República, comparando-o a Júpiter, o rei dos deuses na mitologia romana, no sentido de que ele está de pé e alto, em oposição a um presidente "normal", “como os outros ", explicou em outubro de 2016, antes da eleição, na revista Challenges.    

O termo "jupiteriano" é agora usado regularmente pelos opositores do chefe de Estado para chamá-lo de presidente do "rico", desconectado dos menos afortunados.    

"Por que ele vai comemorar seu aniversário em Chambord? Sou tão republicano que tudo sobre os símbolos realistas me exaspera, acho ridículo", comentou Jean-Luc Mélenchon, líder da França Insubmissa (esquerda radical), citado pelo jornal diário Le Figaro.

(Com informações da AFP)

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