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Europa

Países europeus tranquilizam EUA sobre cooperação na Otan

Reunião dos ministros da Defesa participantes da Otan, em Bruxelas.
Reunião dos ministros da Defesa participantes da Otan, em Bruxelas. REUTERS/Francois Lenoir

Os países europeus da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) reconheceram que sua defesa coletiva é competência exclusiva da Aliança Atlântica, assegurou, nesta quinta-feira (15), o secretário americano da Defesa, Jim Mattis, dissipando os receios de seu país sobre os planos de desenvolvimento militar da União Europeia (UE).

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"Existe um claro entendimento de que a defesa coletiva é uma missão unicamente da Otan", declarou Mattis em coletiva de imprensa em Bruxelas.

Desde a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos no fim de 2016, Washington, principal contribuinte da Otan, aumentou sua pressão sobre seus aliados europeus. Os EUA chegaram a questionar seu apoio à defesa mútua se os outros países não ampliassem seu gasto militar.

Mas as tensões entre os Estados Unidos e os países europeus, especialmente os 22 pertencentes à Otan e à UE, se tornaram uma constante nos encontros da organização transatlântica.

Esclarecer dúvidas

Na reunião dessa quarta e quinta-feira dos 29 ministros da Defesa da Aliança, o debate girava em torno dos planos de desenvolvimento do armamento militar da UE, expressados no Fundo Europeu de Defesa e na Cooperação Estruturada Permanente (Pesco).

"A UE não deve substituir o que a Otan faz" e "não deve fechar seus mercados de defesa" aos americanos e a outros seis países da Aliança que não pertencem ao bloco europeu, advertiu na terça-feira (13) o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.

O jantar de trabalho de quarta-feira (14) consagrado à cooperação UE-Otan, do qual participou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, serviu, nas palavras da ministra espanhola María Dolores de Cospedal, para "esclarecer" dúvidas.

"Conversamos sobre as recentes decisões da UE em matéria de defesa e de como podem complementar o trabalho da Otan", explicou Stoltenberg em coletiva de imprensa nesta quinta-feira.

O "esforço" da UE, na mobilidade militar, "melhora as capacidades comuns de defesa da Otan", reconheceu o secretário americano de Defesa, primeira potência militar mundial.

Honrar a promessa de Gales

Após anos de cortes nas pastas de defesa dos orçamentos nacionais, no âmbito do crash financeiro mundial de 2008 e da crise da dívida na UE, os países da Otan conseguiram reduzir o gasto militar.

Essa redução faz parte dos compromissos adotados em 2014 na cúpula da Otan, em Gales, juntamente com a projeção de aumentar o gasto militar para se aproximar a 2% do PIB nacional no prazo de uma década. Oito aliados poderiam cumprir em 2018 com 2% do PIB, e "ao menos 15” em 2024, apontou Stoltenberg.

O secretário americano da Defesa não baixou a guarda e disse esperar que "as demais democracias honrem a promessa de Gales”.

Os Estados Unidos anunciaram um novo aumento de 35% de seu orçamento para a mobilização de seus soldados na Europa em 2019. A Otan também adotou uma missão de formação militar no Iraque.

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