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Espionagem

Exilado russo morto em Londres pode ter sido estrangulado

Polícia investiga morte suspeita de Glushkov em sua casa, no sudoeste de Londres.
Polícia investiga morte suspeita de Glushkov em sua casa, no sudoeste de Londres. REUTERS/Peter Nicholls

Nikolai Glushkov, opositor de Vladimir Putin, foi encontrado morto em Londres, em circunstâncias ainda não esclarecidas, segundo revela a imprensa britânica, nesta terça-feira (13). A morte acontece em meio à crise diplomática causada pelo envenenamento de Sergei Skripal, um ex-espião russo na Grã-Bretanha.

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O ex-executivo Nikolai Glushkov, de 68 anos, foi encontrado morto às 23h desta segunda-feira (12) em sua casa na região sudoeste de Londres. Segundo o jornal russo Kommersant, a vítima teria “marcas de estrangulamento no pescoço”. A unidade de antiterrorismo da polícia britânica está tratando a morte como suspeita, sem revelar detalhes.

Glushkov era amigo próximo de Boris Berezovsky, um oponente de Vladimir Putin, que foi encontrado morto na Grã-Bretanha em 2013, num aparente suicídio.

Envenenamento

A morte de Glushkov acontece num momento dramático de tensão entre a primeira-ministra britânica Theresa May e o Kremlin.

Na segunda-feira, May exigiu do governo de Vladimir Putin uma explicação para o envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal e de sua filha, Yulia Skripal, acontecido na cidade de Salisbury no dia 4 de março. Os dois continuam internados em estado grave, tendo sido envenenados com um “agente nervoso”, possivelmente Novichoc.

O Kremlin nega, com ironias, qualquer participação no crime, ainda que o veneno, segundo as autoridades britânicas, tenha sido desenvolvido na Rússia.

“As ações das autoridades britânicas são abertamente provocativas”, afirmou num comunicado o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. “O incidente não passa de mais uma jogada suja dos britânicos para descreditar a Rússia. Qualquer ameaça de sanções contra a Rússia não ficará sem resposta”, completou.

O Kremlin tem até a meia-noite desta terça-feira para responder às perguntas do governo britânico.

Reação internacional

Enquanto isso, em apoio a Londres, a chanceler alemã Angela Merkel disse que espera que “a Rússia responda rapidamente às justas perguntas do gabinete britânico”.

O governo francês considera “totalmente inaceitáveis” as tentativas de homicídio atribuídas pela Grã-Bretanha à Rússia.

A Comissão Europeia, através do seu vice-presidente Frans Timmermans, disse que a Europa apoia a Grã-Bretanha de maneira “forte, inequívoca e determinada”.

“A questão precisa ser abordada por todos nós, governos europeus, e não somente pelo gabinete da primeira-ministra Theresa May. Trata-se de uma responsabilidade coletiva europeia”, declarou Timmermans.

Quatro anos após os 28 membros da União Europeia terem adotado sanções econômicas contra a Rússia por causa da sua invasão da Crimeia, a UE terá que decidir se apoiará novas sanções propostas pela Grã-Bretanha, que está saindo do bloco econômico através do Brexit.

Com agência AFP.

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