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Vaticano/livro

Em livro, papa critica excesso de cirurgias plásticas em jovens

Novo livro do Papa Francisco, "Deus é jovem", será lançado aqui na França dia 22 de março pela Editora Robert Laffont e Presses de Renascença
Novo livro do Papa Francisco, "Deus é jovem", será lançado aqui na França dia 22 de março pela Editora Robert Laffont e Presses de Renascença Reprodução Éditions Robert Laffont

Em seu novo livro, “Deus é Jovem”, que chega nesta terça-feira (20) às livrarias e será lançado simultaneamente em vários países, o papa Francisco declara seu amor aos jovens, e pede desculpas porque nem sempre “os levamos a sério”.

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Neste livro-entrevista com o escritor e jornalista italiano Thomas Leoncini, o papa se dirige aos jovens e não à juventude, porque, segundo ele, "a juventude não existe". "Falar dos jovens é falar de promessas e falar de alegria", acrescenta o sumo pontífice. "Mas também é falar de exclusão", pondera.

"Acredito que devemos pedir desculpas aos jovens porque nem sempre os ajudamos a encontrar o caminho ou os meios que lhes permitiriam não acabar na exclusão", declarou o papa argentino de 81 anos. “Todo ser humano deve ter a possibilidade concreta de trabalhar, de provar para si mesmo e a seus parentes que é capaz de ganhar a vida", lembra Francisco, que não deixa de denunciar o poder do dinheiro e da exploração econômica.

"Não se pode aceitar que alguns empregadores exijam dos jovens que aceitem um emprego precário e às vezes gratuito", diz o papa. No livro de 160 páginas, Jorge Bergoglio também relata várias lembranças de sua juventude, sua vocação crescente e os momentos de dúvida que se seguiram. Ele até fala sobre seus avós, particularmente de sua avó materna que transmitiu seu amor pela música, uma oportunidade para lembrar a necessidade do diálogo entre gerações.

Jovens crescem em sociedade sem raízes

"Os jovens hoje crescem numa sociedade sem raízes", mas há uma solução, "o diálogo dos jovens com os idosos". Muitas vezes, explica o pontífice, eles têm a ilusão de estarem juntos graças às redes sociais, mas "o problema da internet é precisamente sua natureza virtual". Não se deve cair na armadilha da "eterna juventude", muito frequente entre alguns pais, adverte Francisco.

"Há muitos pais que são adolescentes em suas cabeças, que praticam a vida efêmera eterna e que, conscientemente ou inconscientemente, fazem seus filhos vítimas desse jogo perverso", insiste. Além disso, o papa denuncia os estragos da cirurgia estética, na moda entre os jovens em alguns países, particularmente na América Latina, onde muitos procuram "corresponder aos padrões da sociedade para não acabar entre os excluídos".

(Com informações da AFP)

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