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Polícia/Dresden/extrema-direita

Polícia alemã de Dresden: suspeitas de ligação com extrema-direita

Protesto contra Angela Merkel em Dresden, 16 de agosto de 2018.
Protesto contra Angela Merkel em Dresden, 16 de agosto de 2018. REUTERS/Hannibal Hanschke

Na Alemanha, a imprensa e a classe política questionam a influência da extrema-direita sobre a polícia de Dresden, na Saxônia. Durante um protesto do movimento islamofóbico Pegida, na semana passada, um manifestante atacou uma equipe de TV e ele foi defendido pela polícia local. Foi revelado na quinta-feira (23) que o manifestante era um policial, mas de férias.

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Na semana passada, dia 16, a chanceler Angela Merkel foi recebida em Dresden como de costume, nessa região que fazia parte do bloco comunista: com vaias e uma manifestação do Pegida. Ao ter o rosto filmado pela TV pública ZDF, um manifestante avançou sobre a equipe. A polícia logo interveio e, surpreendentemente, tomou partido do manifestante.

O escândalo tomou novas proporções na quinta-feira (23), quando o ministério do Interior da Saxônia reconheceu que o manifestante em questão era integrante da polícia local. De férias naquele momento, o policial participava da manifestação por interesse pessoal.

Merkel defende liberdade de imprensa

O caso não para de criar polêmica. A ministra alemã da Justiça, Katarina Barley, disse que o ocorrido “é muito preocupante”. Durante uma entrevista coletiva em Tbilissi, na Geórgia, a chanceler Angela Merkel fez um apelo pela “liberdade de imprensa”. O direito de manifestar deve ser respeitado, “e qualquer pessoa que participa de um protesto deve partir do princípio que ela pode ser observada e filmada pela mídia”, acrescentou.

A oposição denuncia uma possível infiltração da polícia da Saxônia pela extrema-direita e critica a posição do chefe do governo da região, Michael Kreschmer, da União Cristã Democrata (CDU), mesmo partido de Merkel. Ele defendeu a polícia, confirmando a impressão de que a Saxônia está particularmente sob influência da extrema-direita.

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