Acessar o conteúdo principal
Veneza/Cinema

“Roma”, inspirado nas memórias de infância de Alfonso Cuaron, vence o Festival de Cinema de Veneza

O filme "Roma", de Alfonso Cuarón, distribuído pela Netflix, recebeu neste sábado (8) o Leão de Ouro do 75º Festival de Cinema de Veneza.
O filme "Roma", de Alfonso Cuarón, distribuído pela Netflix, recebeu neste sábado (8) o Leão de Ouro do 75º Festival de Cinema de Veneza. REUTERS/Tony Gentile

O filme "Roma", de Alfonso Cuarón, distribuído pela Netflix, recebeu sem surpresa neste sábado (8) o Leão de Ouro do 75º Festival de Cinema de Veneza, que concedeu o prêmio máximo da mostra ao filme mais pessoal do diretor mexicano.

Publicidade

Um conto autobiográfico, "Roma", que conta a história de duas mulheres de diferentes condições sociais na Cidade do México, nos anos 1970, foi a película preferida pelos críticos ao longo da mostra.

"Hoje é o aniversário de Liba, a mulher que inspirou o papel de Cleo (a heroína do filme), este será um presente de aniversário", disse Alfonso Cuaron recebendo seu prêmio por este filme íntimo, tirado de suas memórias de infância. "Este prêmio é um testemunho do meu amor por você, Liba e pelo meu país", acrescentou o cineasta vencedor do Oscar em 2013 por seu épico "Gravity".

Na opinião dos profissionais, a premiação de um Leão de Ouro para um filme transmitido pela Netflix marca um passo importante na história dos festivais (dois outros filmes em competição foram produzidos pela gigante de streaming americana).

Outros prêmios

A mostra concedeu o prêmio de Melhor Ator ao americano Willem Dafoe, que interpreta um impressionante Vincent Van Gogh, em "No Portão da Eternidade", do diretor norte-americano Julian Schnabel. A contrapartida feminina do prêmio foi para a britânica Olivia Coleman, que interpretou a Rainha Ana da Inglaterra, entre humor e histeria, em "The Favorite", do grego Yorgos Lanthimos."Eu me apaixonei por sua cidade e me sinto honrada por sua cidade ter se apaixonado por nosso filme, Grazie mille!", disse a atriz.

O Leão de Prata da melhor encenação foi para o francês Jacques Audiard por seu primeiro western, "The Brothers Sisters", enquanto o prêmio de melhor roteiro retorna aos norte-americanos Joel e Ethan Coen por outro western, cheio de humor e de ironia, "The Ballad of Busters Scruggs".

Única diretora na competição, a australiana Jennifer Kent recebeu o Prêmio Especial do Júri por "O Rouxinol", que acompanha a jornada de uma mulher vingativa na Tasmânia, colonizada pelos britânicos no século XIX.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.