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Reino Unido/Brexit

Europeus serão submetidos às mesmas leis que outros imigrantes após Brexit, diz Reino Unido

Após o Brexit, os europeus serão tratados como imigrantes no Reino Unido
Após o Brexit, os europeus serão tratados como imigrantes no Reino Unido Justin TALLIS / AFP

O governo da primeira-ministra britânica, Theresa May, decidiu em sua última reunião que os cidadãos de países da União Europeia (UE) não devem ter acesso preferencial para trabalhar no Reino Unido após a adoção do Brexit. A informação foi divulgada pelos jornais The Times e The Guardian.

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O assunto foi discutido durante uma reunião do Conselho de Ministros, na segunda-feira (24). Durante o encontro, o governo teria deixado claro que “apoia de modo unânime um sistema baseado mais nas competências profissionais que na nacionalidade."

Na semana passada, um relatório encomendado pelo governo britânico recomendou que, no futuro, os trabalhadores europeus e de outros continentes sejam submetidos às mesmas regras migratórias, com preferência para aqueles altamente qualificados. O autor do relatório, Alan Manning, do Comitê sobre Migração, apresentou os resultados ao conselho de ministros na segunda-feira.

"O Executivo concordou que, quando terminar a liberdade de circulação, o governo poderá introduzir um novo sistema que respeite os interesses do Reino Unido e que ajude a dinamizar a produtividade", afirmou um porta-voz de Downing Street. Atualmente, os cidadãos dos outros 27 países membros da UE têm liberdade para viver e trabalhar no Reino Unido, graças às normas europeias de livre circulação de pessoas, mas isto vai acabar com o Brexit, previsto para entrar em vigor em 29 de março de 2019.

UE pode fazer pressão

A primeira-ministra britânica deve fazer um anúncio sobre as futuras regras migratórias no congresso do Partido Conservador na próxima semana. Qualquer política pós-Brexit, no entanto, pode ser afetada pelos futuros acordos comerciais do Reino Unido.

A UE pode tentar negociar a continuidade do tratamento preferencial a seus cidadãos em troca de um acesso britânico a seu mercado único, enquanto outros países poderiam buscar isenções de visto no âmbito de acordos comerciais. Theresa May prometeu na semana passada que mesmo em caso de fracasso nas negociações com a UE, os direitos dos europeus que vivem no Reino Unido "estarão protegidos".

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