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Brexit

UE aceita prolongar discussões com Theresa May, mas se recusa a renegociar Brexit

A primeira-ministra britânica, Theresa May, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, vão continuar as conversas sobre o Brexit.
A primeira-ministra britânica, Theresa May, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, vão continuar as conversas sobre o Brexit. REUTERS/Yves Herman

A Comissão Europeia aceitou continuar as discussões com o governo britânico para tentar sair do impasse sobre o Brexit. Mas os representantes do bloco continuam descartando a hipótese de uma renegociação do acordo, solicitada por Theresa May.

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Após o encontro desta quinta-feira (7), a primeira-ministra britânica, Theresa May, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, emitiram um comunicado conjunto no qual concordaram em ter novas conversas sobre o Brexit. Segundo o texto, a ideia é ver se “é possível encontrar uma solução que obtenha o maior apoio possível no Parlamento do Reino Unido e respeite as diretrizes do Conselho Europeu". Na discussão, "firme, mas construtiva", os dois também decidiram voltar a se reunir no final de fevereiro para "fazer um balanço dessas conversas".

No entanto, cada lado segue com suas posições. Os europeus se recusam a qualquer tipo de renegociação sobre o acordo, enquanto Theresa May insiste na necessidade de mudar o texto, principalmente sobre a questão da fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte, ponto de tensão junto ao parlamento em Londres.

Mas a chefe do governo se mostra otimista. "Meu trabalho é concretizar o Brexit e fazer isso no prazo. E vou negociar duro nos próximos dias para fazê-lo", garantiu May durante uma entrevista. Já o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, tuitou que "ainda não há avanços à vista. As conversas vão continuar".

Agora, o negociador europeu, o francês Michel Barnier, se reúne na segunda-feira (11) com o ministro britânico do Brexit, em Estrasburgo. Barnier negociou o acordo atual por quase um ano e meio, em nome da UE.

Economia britânica não está pronta

Em carta enviada à Theresa May, o líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, explicou sua solução para desbloquear o processo: a permanência do país na união aduaneira após o Brexit. "Isso incluiria o alinhamento com o código da união aduaneira, uma tarifa externa comum e um acordo sobre política comercial que dê voz ao Reino Unido sobre os futuros acordos comerciais da UE", detalhou Corbyn. O número 2 do governo britânico, David Lidington, já descartou a proposta do político trabalhista, classificando-a de "ilusória".

Ainda nesta quinta-feira, o presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, alertou que a economia britânica "ainda não está pronta" para um Brexit sem acordo. Ele insistiu nas tensões que as empresas podem sofrer em decorrência das incertezas sobre a saída do país da UE. "Ainda que muitas empresas tenham intensificado seus preparativos, a economia britânica, como um todo, ainda não está pronta para uma saída sem acordo e sem transição", declarou Carney em coletiva de imprensa.

(Com informações da AFP)

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