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Europa/ eleições

Líderes europeus temem “ingerências externas” nas eleições ao Parlamento

Presidente Emmanuel Macron publicou texto no qual, sem citar diretamente Rússia, convocou os europeus a se protegerem de "ingerências externas". 5/3/2019.
Presidente Emmanuel Macron publicou texto no qual, sem citar diretamente Rússia, convocou os europeus a se protegerem de "ingerências externas". 5/3/2019. Ludovic Marin/Pool via REUTERS

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou nesta terça-feira (5) que "forças externas e anti-europeias" tentam influenciar no resultado das eleições que vão renovar o Parlamento do bloco, em maio. Mais cedo, em um artigo publicado em 28 jornais, o presidente francês, Emmanuel Macron, alertou sobre os riscos de “ingerências” na votação.

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Para combater o problema, Macron propôs a proibição do financiamento de partidos europeus por “potências estrangeiras”. A Rússia é suspeita de ter interferido nas últimas eleições americanas, para beneficiar o republicano Donald Trump.

“Nossa liberdade primeira é a liberdade democrática, a de escolher nossos governantes quando, a cada pleito, potências estrangeiras tentam pesar nos nossos votos”, declarou o francês.  

O presidente sugeriu a criação de uma Agência Europeia de Proteção das Democracias”, que visaria a proteger o bloco de “ciberataques e manipulações”.

Ao comentar o texto de Macron, Donald Tusk disse que “apoia totalmente a sua maneira de pensar”. O presidente do Conselho evocou as campanhas promovidas em favor do Brexit e em eleições passadas.

“Há forças exteriores anti-europeias que buscam, aberta ou secretamente, influenciar nas escolhas democráticas dos europeus, como foi o caso do Brexit e de algumas campanhas eleitorais na Europa. Isso poderia acontecer de novo nas eleições europeias de maio”, disse, em Bruxelas. “Não permitamos que partidos políticos financiados por forças externas, hostis à Europa, decidam as prioridades da União Europeia e as novas lideranças das instituições europeias”, advertiu Tusk.

Combate à intromissão russa pela internet

Em dezembro, a Comissão Europeia anunciou um plano de ação contra a propagação de notícias falsas na internet, em particular nos períodos eleitorais. Na ocasião, evocou a possível “ingerência russa” na votação de maio.

Os russos são suspeitos de inundar a internet com fake news desfavoráveis a candidatos ou a linhas politicas contrárias aos interesses do país. Uma das táticas é reforçar um determinado posicionamento em torno de temas do cotidiano, como aborto ou imigração, de modo a influenciar na escolha do voto.

Com informações da AFP

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