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Terrorismo

Autor de massacre no Museu Judaico de Bruxelas é condenado à prisão perpétua

Sebastien Courtoy, advogado de Mehdi Nemmouche, no tribunal de Bruxelas, em 12 de março de 2019.
Sebastien Courtoy, advogado de Mehdi Nemmouche, no tribunal de Bruxelas, em 12 de março de 2019. Stephanie Lecocq/Pool via REUTERS

Classificado de "psicopata", o francês Mehdi Nemmouche, autor do ataque ao Museu Judaico de Bruxelas, em 2014, foi condenado na madrugada desta terça-feira (12) pela justiça Belga à prisão perpétua. Ele foi considerado culpado pela morte de quatro pessoas.

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"Covarde, perigoso e sem a menor compaixão", considerou o júri popular. A tese da defesa, de que o jihadista de 33 anos teria caído em uma armadilha de supostos agentes libaneses ou iranianos, foi rejeitada. Para estipular a pena, o tribunal de Bruxelas levou em conta a "absoluta falta de arrependimento com as vítimas" de Nemmouche, assim como o caráter antissemita do ataque.

Além da prisão perpétua a Nemmouche, seu cúmplice no massacre, o francês Nacer Bendrer, de 30 anos, recebeu uma pena de 15 anos de prisão. Ele foi considerado culpado por ter facilitado a aquisição das armas com as quais o jihadista europeu realizou o múltilplo homicídio.

No massacre, realizado em 24 de maio de 2014, Nemmouche abateu a tiros os israelenses Emmanuel e Miriam Riva, de 53 e 54 anos, respectivamente, além de um jovem belga de 26 anos e uma voluntária francesa de 66 anos. O ataque no Museu Judaico de Bruxelas foi o primeiro realizado na Europa por um combatente jihadista europeu de volta da Síria.

"A vida continua"

Nemmouche escutou o anúncio de sua pena sem nenhuma reação. O jihadista, que sempre negou a autoria do ataque, declarou ter sido vítima de uma "armadilha". Na segunda-feira (11), o acusado se recusou a responder às perguntas do tribunal, limitando-se a declarar: "a vida continua".

A decisão do tribunal de Bruxelas foi considerada "justa e proporcional" para o advogado do casal Riva, David Ramet. Já o advogado de Nemmouche, Sébastien Courtoy, considerou "previsível" a prisão perpétua a seu cliente.

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