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Brexit

Incertezas sobre Brexit custam R$ 3 bilhões por semana ao Reino Unido

O Reino Unido perdeu 2,5 pontos do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado.
O Reino Unido perdeu 2,5 pontos do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado. REUTERS/Tom Jacobs

O banco Goldman Sachs divulgou nesta segunda-feira (1°) um estudo sobre o impacto do processo do Brexit na economia britânica. Segundo o relatório, as incertezas em torno do processo de divórcio custam mais de R$ 3 bilhões por semana para os cofres do país.

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De acordo com o banco norte-americano, o Brexit custou, até o final do ano passado, cerca de 2,5 pontos do Produto Interno Bruto (PIB) da quinta economia mundial. A constatação é resultado de uma comparação feita com a tendência de evolução do PIB prevista antes do referendo a favor do divórcio, realizado em junho de 2016.

“Os responsáveis políticos do Reino Unido não conseguem concretizar esse voto”, argumentam os economistas do Goldman Sachs. “E as consequências dessa incerteza nas futuras relações políticas e econômicas com a União Europeia (UE) têm um custo real para a economia do Reino Unido, mas também em outras economias”, alertam.

O banco estima que em caso de uma saída da UE sem acordo (“no deal”), há uma probabilidade importante (15%) de que o PIB britânico caia 5,5%. Além disso, estima-se que o “choque de confiança” ligado a um eventual “hard Brexit” pode provocar uma queda de 17% no valor da libra, a moeda local.

Mas outros países também devem sofrer o impacto de um possível “no deal” no divórcio do Reino Unido com a UE. Ainda segundo o Goldman Sachs, os vizinhos europeus podem registrar uma queda no PIB de 1%.

Já no caso de um possível acordo de transição, um efeito positivo também é previsto. O banco estima que o PIB britânico poderia crescer 1,75% e a libra ganhar 6%.

Impasse continua

Enquanto os economistas calculam os prejuízos do impasse sobre o Brexit, os deputados britânicos continuam tentando chegar a um consenso, após terem rejeitado três vezes o texto de acordo apresentado pela primeira-ministra Theresa May.

Nesta segunda-feira, os deputados votaram novamente para tentar encontrar uma maioria que apoie o projeto e desbloqueie a situação. No entanto, nenhuma das quatro moções apresentadas obteve a maioria dos votos. 

As negociações já ultrapassaram a data inicialmente prevista para o divórcio. Três anos depois que 52% dos eleitores decidiram em um referendo deixar a UE, o Reino Unido deveria ter deixado o bloco europeu na sexta-feira, 29 de março.

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