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Premiê britânica Theresa May anuncia sua renúncia para 7 de junho

A primeira-ministra britânica, Theresa May, ao anunciar sua renúncia nesta sexta-feira, 24 de junho de 2019.
A primeira-ministra britânica, Theresa May, ao anunciar sua renúncia nesta sexta-feira, 24 de junho de 2019. REUTERS/Toby Melville

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou nesta sexta-feira (24) sua renúncia para 7 de junho. Chorando, a premiê lamentou “não ter sido capaz de colocar o Brexit em prática”.

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O anúncio foi feito em coletiva de imprensa diante de sua residência, em Downing Street, em Londres. Com a voz embargada, May destacou que deixará suas funções de chefe do Partido Conservador e primeira-ministra no dia 7 de junho. 

Mais fragilizada do que nunca, devido à sua incapacidade de aprovar o acordo para o Brexit, ela resolveu dar tempo para os conservadores encontrarem um nome de consenso para substituí-la. O processo de escolha do novo líder terá início na próxima semana. O ex-ministro das Relações Exteriores Boris Johnson, um das principais figuras pró-Brexit, está entre os favoritos para substituir May.

"Acredito que era correto perseverar, inclusive quando as possibilidades de fracassar pareciam elevadas, mas agora me parece claro que no interesse do país é melhor que um novo primeiro-ministro lidere este esforço", afirmou.

Na quinta-feira (23), a imprensa britânica já havia antecipado a renúncia de May. O diário The Times afirmou que a premiê resistiu aos pedidos de uma parte de seu governo de anunciar sua saída na quarta-feira (22) para não prejudicar a campanha do Partido Conservador nas eleições europeias.

Os cidadãos do Reino Unido foram às urnas na quinta-feira para renovar a representação do país no Parlamento Europeu. No entanto, ainda é incerto se os eurodeputados britânicos poderão exercer suas funções, no caso de o Brexit ser efetivado.

Fracasso

Ex-ministra do Interior, May não conseguiu convencer uma classe política profundamente dividida sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. O acordo do divórcio, que ela negociou durante dois anos com Bruxelas, foi rejeitado três vezes pelos deputados britânicos. Isso forçou o adiamento do Brexit até 31 de outubro, quando estava planejado para o dia 29 de março.

Na terça-feira (21), ela apresentou um último plano  para tentar recuperar o controle do processo de Brexit. Em vão: o texto foi mais uma vez alvo de críticas, tanto da parte da oposição trabalhista quanto pelos eurocéticos do seu partido, resultando assim na renúncia, na quarta-feira, de sua ministro das Relações com o Parlamento, Andrea Leadsom.

O plano previa uma série de compromissos, incluindo a possibilidade de votar em um segundo referendo e a continuação de uma união aduaneira temporária com a União Europeia. Deixando de lado algumas promessas feitas no início do processo, Theresa May enfureceu os eurocéticos do seu campo, enquanto a saída de Andrea Leadson acabou de vez com a autoridade de May, que viu partir cerca de trinta membros de seu governo ao longo dos meses.

Curto mandato

O mandato de May, de 62 anos, líder do executivo britânico desde julho de 2016 - após a demissão de David Cameron - será um dos mais curtos da história do país desde a Segunda Guerra Mundial. Ela assumiu o cargo pouco depois de os britânicos votarem 52% a favor da saída do Reino Unido da União Europeia no referendo sobre o Brexit.

Ainda como primeira-ministra, ela receberá a visita oficial do presidente americano, Donald Trump, ao Reino Unido, que acontece de 3 a 5 de junho.

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