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Escândalo/Áustria

Chanceler conservador da Áustria cai após escândalo de corrupção

Sebastian Kurz se transformou no primeiro premiê austríaco a ser deposto pelo Parlamento, em 27 de maio de 2019.
Sebastian Kurz se transformou no primeiro premiê austríaco a ser deposto pelo Parlamento, em 27 de maio de 2019. REUTERS/Lisi Niesner

O chanceler austríaco Sebastian Kurz foi derrubado nesta segunda-feira (27) por uma moção de censura adotada pelos principais partidos da oposição, dez dias após a revelação do escândalo conhecido como Ibizagate. O caso explodiu a coalizão formada por ele e a extrema direita na Áustria.

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Ainda citado como modelo pelos defensores de uma linha dura na Europa pelo governo formado com o FPÖ, o partido de extrema direita austríaco, o jovem chefe de governo conservador foi deposto pela crise política envolvendo seu antigo aliado. Mais jovem líder da Europa, ele se tornou o primeiro chanceler austríaco a ser derrubado por uma moção de censura, apesar das altas taxas de popularidade.

O destino de Sebastian Kurz, 32, que está no poder desde o final de 2017, foi selado pela decisão do FPÖ, nesta segunda-feira de votar contra os socialdemocratas do SPÖ. As duas formações acumulam uma maioria de 103 mandatos no hemiciclo, que possui 183 assentos. "A moção de censura foi aprovada", disse a vice-presidente do Parlamento, Doris Bures, após a votação.

O FPÖ aumentou nos últimos dias os ataques contra Kurz, líder do partido conservador ÖVP, que retirou sem cerimônia de seu governo o partido de extrema direita, após as revelações desastrosas do Ibizagate. Para o ex-chefe do FPÖ, Heinz-Christian Strache, forçado a renunciar após o escândalo, exigir a saída do chanceler foi "lógico". "A confiança desapareceu", disse o secretário-geral Harald Vilimsky.

Deposição

Antes da votação da moção de censura, Sebastian Kurz declarou que "ninguém no país vai compreender essa vontade de derrubar o governo", uma decisão que, segundo ele, poderia “prejudicar a estabilidade do país”.

Paradoxalmente, a votação ocorre depois que o ÖVP de Kurz recebeu, no domingo, a maior pontuação já alcançada por um partido austríaco nas eleições europeias desde a adesão do país à União Europeia em 1995, com cerca de 35,4% de votos.

Segundo alguns analistas, o chefe dos conservadores poderia ganhar reforço para pedir eleições legislativas antecipadas, desencadeadas após o escândalo e agendadas para setembro.

A coalizão com a extrema direita do FPÖ quebrou após a difusão em 17 de maio de um vídeo, filmado em 2017 na ilha espanhola de Ibiza, na qual Strache mostra-se pronto a oferecer a uma suposta sobrinha de um oligarca russo uma série de contratos públicos em troca de financiamento ilegal. O vídeo era uma armadilha.

A queda do líder do FPÖ durante quatorze anos, que ocupava a posição de vice-chanceler na coalizão do governo austríaco levou à saída de todos os outros ministros do FPÖ do governo.

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