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Imigração

Após ser rejeitado na Itália, navio com migrantes também é recusado em Malta

Migrante anda em navio de resgate das Forças Armadas maltesas, que salvaram 50 náufragos neste domingo (7).
Migrante anda em navio de resgate das Forças Armadas maltesas, que salvaram 50 náufragos neste domingo (7). REUTERS/Darrin Zammit Lupi

A ilha de Malta rejeitou receber em seus portos o navio humanitário da ONG alemã Sea Eye, com 65 migrantes a bordo, a maioria menores de idade. Neste domingo (7), o barco deixou a região italiana de Lampedusa, onde não pôde ancorar pela proibição do ministro do Interior italiano, o populista Matteo Slavini.

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O nome do navio é Alan Kurdi, em homenagem a um menino sírio de três anos que morreu na travessia do Mar Mediterrâneo em 2015. “Nós não podemos esperar até chegarmos em uma situação de emergência. Precisamos ver agora se os governos europeus apoiam a posição da Itália. Vidas humanas não são mercadorias”, declarou a organização humanitária, pelas redes sociais.

Ao mesmo tempo, as Forças Armadas de Malta anunciaram ter socorrido um grupo de 50 migrantes que estavam a bordo de uma embarcação em naufrágio, em sua zona marítima. As vítimas foram recebidas em um navio de patrulha que ancoraria no solo maltês no início da noite.

Mais migrantes bloqueados na Itália

Enquanto isso, os 41 migrantes resgatados num veleiro do coletivo italiano Mediterranea, que ancorou à força em Lampedusa no sábado (6), continuam sem poder sair do barco. A embarcação se encontra no mesmo local que o Sea-Watch 3, que atracou sem autorização na semana anterior e cuja capitã, a alemã Carola Rackete, acabou presa e depois libertada.

"Não autorizo nenhum desembarque àqueles que não se importam com as leis italianas e ajudam os traficantes de pessoas", tuitou Salvini, na noite de sábado (6). No mês passado, Salvini divulgou um decreto pelo qual podem ser multados em até € 50 mil o capitão, o operador ou o proprietário de um barco que "entre nas águas territoriais italianas sem autorização".

O coletivo italiano Mediterrânea, que fretou este veleiro de 18 metros, chamado Alex,  tuitou pedindo o desembarque dos migrantes resgatados, dizendo que havia navegado até "o único porto seguro para desembarcar". A entidade citou "condições deploráveis de higiene à bordo".

"Os náufragos e a tripulação estão exaustos. [...] As pessoas resgatadas precisam ser atendidas. [...] Essa é uma situação surreal e é uma crueldade desnecessária prolongar a espera", acrescentou.

Popularidade de Salvini

A popularidade de Salvini disparou na Itália graças à sua posição dura contra os barcos de ONGs que socorrem migrantes. Uma pesquisa publicada pelo jornal italiano "Corriere della Sera" revela que 59% dos italianos aprovam a decisão do ministro de fechar os portos a essas embarcações.

Com informações da AFP

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