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Com vitória em eleições legislativas, presidente ucraniano poderá governar sem dificuldades

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, fala na sede do seu partido após uma eleição parlamentar em Kiev, Ucrânia, em 21 de julho de 2019.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, fala na sede do seu partido após uma eleição parlamentar em Kiev, Ucrânia, em 21 de julho de 2019. REUTERS/Valentyn Ogirenko

O partido do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Servo do Povo, saiu vitorioso das eleições legislativas antecipadas de domingo (21). O resultado, dentro do sistema misto proporcional e majoritário, dá plena liberdade de governo ao chefe de Estado.

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Com informações de Sébastien Gobert, correspondente da RFI em Kiev

Os ucranianos deram carta branca para seu novo presidente, Volodimir Zelensky, ao permitir que seu partido alcançasse maioria absoluta no Parlamento nas eleições legislativas realizadas no domingo. Três meses depois da triunfal eleição deste ex-ator, novato na política, sua sigla obteve um resultado sem precedentes para formar um governo e reformar o país, imerso em um conflito armado com os separatistas pró-russos e em grave dificuldade econômica.

O Servo do Povo – que tem o mesmo nome do partido fictício da série de televisão em que Zelensky interpretou um presidente –, obteve 42,4% dos votos, de acordo com os resultados publicados pela comissão eleitoral após a apuração de quase metade dos votos. Segundo as projeções de vários meios de comunicação ucranianos, a sigla deve obter pelo menos 226 assentos de um total de 450 no Parlamento de câmara única.

Este seria um resultado inédito desde a independência desta antiga república soviética.  Quatro outras formações ultrapassaram os 5% dos votos necessários para entrar no Parlamento. Entre elas, os pró-russos da Plataforma de Oposição (12,8%) e as pró-ocidentais Solidariedade Europeia, do ex-presidente Petro Poroshenko (8,7%), Patria, da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko (8%) e Golos (6,4%), fundado em maio pelo astro do rock ucraniano Sviatoslav Vakarchuk (6,4%).

Sede de poder

O chefe do partido, Dmytro Razumkov, fez pouca questão em esconder a alegria. “Nem vale a pena mais falar em coalizão”, disse nesta segunda-feira (22), durante uma entrevista coletiva. Razumkov afirmou, no entanto, que permanecia aberto ao diálogo para uma possível colaboração no Parlamento, sobretudo para aprovar emendas referentes à Constituição com dois terços dos votos. Para obter esse resultado, a sigla ainda precisa de mais alguns parlamentares ao seu lado.

De qualquer forma, o presidente Volodymyr Zelensky terá liberdade para levar sua política adiante. O chefe de Estado foi eleito com uma campanha que prometia lutar contra a corrupção, relançar negociações de paz, modernizar a economia, aumentar privatizações ou ainda reformar a agricultura. Se aplicado, esse programa revolucionará o país pós-soviético.

Mas parece que Zelensky ainda não está satisfeito em sua corrida pela conquista do poder: ele já sugeriu a organização de eleições municipais antecipadas até o fim do ano. Alguns ucranianos já se mostram inquietos de uma monopolização do Estado por um único partido diante da “onda Zelensky”, que parece seduzir cada vez mais eleitores.

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